quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

 
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A história da máquina de fazer notas de 100 euros

Joaquim Baliza era um abastado agricultor de Aldeia Galega , e um negociante exímio . No interior da janela da sua casa assim como em muitas outras lá se viam expostas as “peças” de frutas, legumes ou hortaliças,  que os agricultores vendiam, sendo que o negócio era feito nas suas próprias casas . Este era um dos métodos tradicionais de venda,  muito comum naquela época .

Só que o Ti Jaquim  [ Joaquim Baliza] , como era conhecido , não só vendia os seus próprios produtos mas e também os de outros agricultores, já que ele lhes comprava regularmente algumas colheitas , para afastar assim alguma concorrência.

No seguimento desta sua actividade, o Ti Jaquim envolvia-se em muitas negociatas no antigo Mercado do Pinhal Novo, onde numa dessas suas idas ao Mercado, onde o Ti Jaquim era já bem conhecido pela sua destreza negocial, pelo que alguém lhe confidenciou que tinha , para vender, uma máquina de fazer notas de 100 euros . Claro que isto despertou os sentidos do Ti Jaquim que de imediato acompanhou o outro a um recanto do Mercado para lhe mostrar a máquina .


Apresentações feitas o indivíduo mostra-lhe uma meia caixa de madeira, de estrutura simples, que tinha uma ranhura que quando se dava a uma manivela lateral, saiam as notas de 100 euros . Máquina ensaiada com a saída de 2 notas de 100 euros autênticas e o Ti Jaquim logo quis ali de imediato estabelecer negócio . O custo da caixa milagrosa, apesar de ser na ordem dos 3.000 euros, não constituiu obstáculo à compra , pelo que a transação foi feita, vindo o Ti Jaquim logo para casa com aquilo que pensou ser um verdadeiro tesouro .

Já a chegar a casa o Ti Jaquim confronta-se com o seu amigo Vitorino, que residia ali perto dele, e convida-o a entrar em casa para lhe mostrar a caixa milagrosa. De imediato o Ti Jaquim põe-se a dar à manivela e começaram a sair notas de 100 euros autênticas , mas apenas só 5 notas já que depois nada mais saia a não ser papéis em branco . Desmanchada a caixa  o Ti Jaquim viu então que não havia lá mais notas mas apenas papel que saia por accionamento de um rolo cilíndrico que era movimentados pela manivela exterior da caixa .

Esta história poderia ter terminado logo ali não fosse o amigo Vitorino espalhar a notícia entre fazendeiros e agricultores e ali por toda a vizinhança .

E a partir dali o Ti Jaquim ficou a ser conhecido pelo Mi Cem , alcunha esta que o arreliava , um pouco … !






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