domingo, 16 de agosto de 2026

 | É JÁ DIA 9 DE SETEMBRO |

 À VOLTA DO PASSADO
( aqui no blogue quinzenalmente aos Domingos )


designação da SECÇÃO POLICIÁRIA : 


Revista completa e digitalizada do original .




n.º 4 de 25 Maio 1961

sábado, 15 de agosto de 2026

 

Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 09


UM ROUBO NO MUSEU
* * * * * * * * * * * * * *



de : SMASHER SMILE

ver aqui o original 



Problema curto  | PC - 09 |

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Um roubo no Museu
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SOLUÇÃO :

O culpado é Tiago, o guarda nocturno. Ele simulou o próprio ataque para roubar o diamante.

……………………………………………..

Tiago afirmou que, quando a luz se apagou, ele foi logo atacado por trás, levou uma pancada na cabeça, desmaiou e a sua lanterna caiu no chão.

Quando a Inspector chegou, a lanterna estava caída no chão e acesa. É aqui que a sua mentira mais fortemente o incrimina .

1.Se a luz do Museu estava a funcionar normalmente e o apagão aconteceu de repente (causado pelo raio), a lanterna de Tiago estaria desligada no seu cinto, por exemplo, pois a sala estava totalmente iluminada segundos antes.

2.Se ele foi atacado logo após a luz se apagar, ( o que teria de haver alguém já por muito perto dele esperando por artes de adivinhação que a luz iria faltar ) ele não teria tido tempo sequer para pegar na lanterna, procurar o botão no escuro total e, ligá-la , com toda a precisão e, só então ter o suposto desmaio para ela cair acesa no chão .

Tiago simplesmente aproveitou a oportunidade do apagão. Como ele tinha a chave física, ele foi até o pedestal no escuro, usou a sua lanterna e as luvas de borracha (para não deixar impressões digitais na manivela manual que fica por baixo do pedestal), abriu a cúpula usando a manivela, retirou o diamante e largou as luvas para o chão , assim como a lanterna acesa ( uma falha que o incrimina ) .

Para criar um álibi e fazer-se de vítima, ele deu supostamente um golpe ao de leve na própria cabeça, tinha a lanterna acesa ainda ( pois usou-a para o roubo ) e a largou para o chão para simular a cena do crime antes de fingir o desmaio. Ele só se esqueceu que, logicamente, ninguém anda com uma lanterna acesa na mão, pelo Museu, numa sala que estava totalmente bem iluminada .

Entretanto e se houvesse mesmo um ladrão , ele teria muito provavelmente levado a lanterna do Tiago para se orientar rapidamente na fuga , na escuridão total, pois não sabia quando tempo duraria o apagão .



💢 💢 💢 💢 💢
Arco-Íris | Arjacasa | Bela | Carlinha | Clóvis
Detective Izadora | Detective Jeremias
Detetivesca | Dick Tracy | Didão
Inspector 27797 | Inspetor Boavida
Inspector Moscardo| Inspector do Reino
Inspector Rickyi | Mandrake Mágico 
O Pegadas | Paulo | Pedro Monteiro
Rainha Katya | Smasher Smile
Super Heróis do Policiário | Veni Vidi Vici


💢 💢 💢 
Detective Suricata | Mali | Pintinha

| GERAL |

----- 44 -----
Arjacasa
----- 43 -----
Inspector Moscardo | Veni Vidi Vici
----- 42 -----
Arco-Íris
----- 41 -----
Clóvis
----- 40 -----
Inspector 27797
----- 39 -----
Bela | Super Heróis do Policiário
----- 38 -----
Detective Jeremias | Detetivesca | Mandrake Mágico
----- 37 -----
O Pegadas | Paulo
----- 36 -----
Detective Izadora | Dick Tracy
----- 34 -----
Inspector do Reino | Mali
----- 33 -----
Detective Verdinha

----- 32 -----
Pintinha
----- 31 -----
Inspetor Boavida
----- 21 -----
Columbo
----- 15 -----
EGO
----- 14 -----
Inspector 
Rickyi
----- 13 -----
Smasher Smile 
----- 10 -----
Carlinha 
----- 05 -----
Didão | Faria | Freddy | Pedro Monteiro | Rainha Katya
----- 03 -----
Agente Silva | Detective Suricata 

quinta-feira, 13 de agosto de 2026

Contagem decrescente para o momento certo

            Clube Livro Policial 

( aqui no blogue quinzenalmente ás 5ª.s feiras )

E assim, com mais esta publicação , vamos continuar aqui neste Blogue “ MOMENTO DO POLICIÁRIO ” , a partilhar alguns Livros Policiais de Aventura, Mistério e Suspense , de nomes bem conhecidos , outros nem tanto, de todos nós , em formato PDF !

Esta semana a obra escolhida é de HENRY JAMES ,  um nome que dispensa apresentações !

Desfrutem simplesmente .





quarta-feira, 12 de agosto de 2026

 
( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )

De volta e a pé pela linha

No Outono, precisamente em Outubro , realiza-se em Alcácer do Sal, a “Feira Nova de Outubro” , que atrai sempre inúmeras pessoas , muito mais do que a “Feira da PIMEL” esta também bastante concorrida mas que por realizar-se nos finais de Junho já com a entrada do Verão , não tem assim tamanha expressão em relação a visitas .

Por estes eventos e principalmente por ocasião da “Feira Nova de Outubro”  a CP reforça ocasionalmente as composições , principalmente a do comboio da manhã , entre Barreiro e Ermidas Sado , com mais uma carruagem .

Era normal e que semanalmente acontecia, este comboio da manhã , sempre com muita afluência de passageiros , principalmente de operários , tinha reforçada a sua composição, com mais uma carruagem, mas só até Praias do Sado , onde deixaria a carruagem da cauda para reforçar o comboio que ali chegaria alguns minutos depois e que fazia a ligação Praias do Sado a Barreiro .

Portanto logo que chegado a Praias do Sado a última carruagem era desligada e o comboio estava logo de partida para Ermidas do Sado deixando ali a última carruagem. Já conhecedores deste serviço logo que o comboio chegava o pessoal ali com destino saia , mas acto contínuo , outros entravam e logo se acomodavam para terem assim garantido um lugar no comboio que faria o percurso entre Praias do Sado e Barreiro , sabendo que aquela carruagem seria ligada ao comboio que dali a  pouco ali chegaria .

Entretanto o comboio que reiniciava a sua marcha , de Praias do Sado com Destino a Ermidas do Sado seguia com os passageiros que se destinavam à linha Regional do Sado .

Este esquema , chamemos-lhe assim , acontecia todos os dias numa situação normal e contemplada no horário de rotações que era do conhecimento público .


Agora e voltando à realização da “Feira Nova de Outubro” , em Alcácer do Sal , ocasionalmente este comboio Regional da manhã , com destino a Ermidas Sado , não deixava a última carruagem em Praias do Sado , como habitualmente, pois esta era agora ligada ao comboio , quando na saída do Barreiro, mas com o propósito de reforçar a composição mas até Alcácer do Sal, pela afluência de passageiros que se registava na altura .

Ora num desses dias, chegado este comboio a Praias do Sado, os passageiros ali destinados e que se encontravam na última carruagem saíram , como habitualmente o faziam , só que aqueles que tinham por hábito entrar nessa carruagem para esperar o outro comboio chegar , rapidamente se acomodaram , aliás como sempre o faziam também .

Aconteceu porém que desta vez a carruagem não foi desligada e de imediato o comboio pôs-se em marcha com todos aqueles que ali haviam entrado e que se destinavam ao comboio que faria o percurso, Praias do Sado a Barreiro . Rapidamente se aperceberam que alguma coisa estava mal pois a carruagem desta vez seguia a destino e logo se começaram a ouvir gritos e braços de fora das janelas para que alguém se apercebesse do que se estava a passar, mas isso ainda durou ainda alguns minutos até que alguém ou o próprio revisor apercebendo-se do que se estava a passar, puxou o freio de alarme e o comboio acabou por ficar imobilizado em plena via mas ainda assim a algumas centenas de metros da estação. Confusão total e logo os passageiros entrados enganados na última carruagem, começaram a saltar para a linha e não foi fácil , tendo depois que percorrer de volta e a pé pela linha , o caminho de regresso … até à Estação de Praias do Sado !






Quer ver o seu conto aqui publicado ? Envie-o para viroli@sapo.pt ! Desde já aqui fica o agradecimento por ter reservado algum do seu tempo para manter aqui a HORA do CONTO ... !

terça-feira, 11 de agosto de 2026

AMANHÃ TEMOS HORA DO CONTO


por : Virmancaroli

 DE  REGRESSO  AO  PASSADO
( aqui no blogue todas as 3ª.s feiras )

designação da SECÇÃO POLICIÁRIA : 


Revista completa e digitalizada do original .




N.º 121 de 22 de Janeiro 1976

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

 

( aqui no blogue ... ocasionalmente )


NA HORA DA REFORMA

O silêncio da madrugada na grande cidade foi abruptamente quebrado pelo choro estridente das sirenes. Dentro da viatura 402, o ambiente era de pura tensão. O Sargento Silva mantinha os olhos fixos na estrada húmida, enquanto o Agente Santos, no banco do passageiro, verificava pela terceira vez o carregador da sua arma.

O rádio da polícia estalava com direcções frenéticas da central:

"Suspeito em fuga a pé na zona industrial. Considerado armado e altamente perigoso. Todas as unidades fechem o perímetro."

Silva travou a fundo, fazendo os pneus guincharem num beco escuro, ladeado por armazéns abandonados. Foram os primeiros a chegar. Saíram da viatura num movimento sincronizado, com as lanternas tácticas a rasgar a penumbra e as armas em punho. Cada sombra parecia uma ameaça; cada som de metal a ranger ao vento acelerava-lhes o batimento cardíaco.

"Santos, flanqueia pela esquerda. Eu vou pelo corredor central", sussurrou Silva, com a voz grave e focada. Santos assentiu, movendo-se como uma sombra.

A adrenalina estava ao rubro. Anos de treino resumiam-se àquele momento. O perigo era real, o medo era um combustível controlado. Passos apressados ecoaram mais à frente. Silva congelou. Viu um vulto correr para os fundos de um armazém sem saída.

"Polícia! Pare já!", gritou Silva, avançando com passos firmes, o cano da arma a apontar para o perigo.

Santos surgiu pelo outro lado, bloqueando a única rota de fuga. O suspeito estava encurralado contra um portão de ferro. Estava de costas, a arfar violentamente, vestindo um casaco escuro com capuz.

"Mãos onde eu as possa ver! Lentamente!", ordenou Santos, com o dedo colado ao gatilho.


O suspeito começou a virar-se, muito devagar. Silva sentiu o suor frio escorrer-lhe pela testa. O mundo pareceu mover-se em câmara lenta. A figura misteriosa levou as mãos ao capuz e puxou-o para trás.

À luz das lanternas, os dois polícias fixaram o rosto do fugitivo. Não era um assaltante de bancos, nem um cadastrado perigoso. Era o Director-Geral da Polícia Nacional.

Antes que Silva ou Santos conseguissem processar o choque, o Director olhou para o relógio de pulso, sorriu de forma paternal e carregou num pequeno comando que trazia no bolso. De imediato, as luzes do armazém acenderam-se, revelando dezenas de outros polícias escondidos, balões e uma enorme faixa que dizia: “Feliz Reforma, Sargento Silva!”.

O Director caminhou até Silva, que ainda segurava a arma, perplexo, e deu-lhe um abraço. "Submeteste o teu pedido de reforma ontem, Silva. Achaste mesmo que te íamos deixar ir embora sem um último teste de esforço? Parabéns pelos 30 anos de serviço."

domingo, 9 de agosto de 2026

 MURDOKU | 5. Sessão de Estudo

Os intervenientes



(*) pode fazer um simples rabisco deste quadro numa folha de papel


(*) 


5. Quem foi o assassino ?

Para este tipo de problemas , em que há sempre um crime presente, bastará apenas dizer o nome do assassino , sem qualquer outra obrigatoriedade, entre todos os intervenientes no caso .

Tem ainda alguma dúvida que precisa clarear ? 
Pode consultar AQUI as EXPLICAÇÃO/REGRAS do MURDOKU

Quer fazer o download deste desafio 5.Sessão de Estudo ?
Pode fazer AQUI o download para o seu dispositivo

Quem se dispuser a participar neste quarto caso , pode fazê-lo enviando o nome do assassino , para viroli@sapo.pt , até ao dia 23 de Agosto, sem stress . Obrigado !


TODAS AS PARTICIPAÇÕES , NA MESMA FORMA EM QUE FORAM RECEBIDAS , SERÃO PUBLICADAS , NA ÍNTEGRA , EM SIMULTÂNEO COM AS SOLUÇÕES

sábado, 8 de agosto de 2026


Hoje e muito justamente, quero aqui dar os Parabéns ao Blogue Clube de Detectives e ao seu criador, Daniel Falcão, por continuar a erguer e manter vivo o grande ponto de encontro de todos os apaixonados pelo Policiário .

Mais do que um Blogue, o Clube de Detectives estabeleceu-se como um verdadeiro arquivo vivo , do Policiário. Entre memórias do passado, e registos do presente o trabalho desenvolvido por Daniel Falcão é de um valor inestimável. A sua dedicação contínua deixará sem dúvida alguma uma pegada indelével na preservação, divulgação e enriquecimento desta cultura do Policiário .

Obrigado pelo empenho, pela pesquisa rigorosa no movimento do Policiário e pela paixão com que mantém acesa a chama do mistério e da investigação. Que o Clube de Detectives continue por muitos anos a ser uma das referências maiores para todos os amantes do Policiário .

Não poderia , para terminar, deixar de transcrever aqui uma mensagem , muito a propósito , de O Gráfico sobre este Blogue : “ Ali ... sabe-se tudo !  

 

( aqui no blogue mensalmente aos Sábados )



Publicação n.º 9 : edição de Outubro/Novembro 1968

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

 DE  REGRESSO  AO  PASSADO - OUTRAS
( aqui no blogue quinzenalmente às 6ª.s feiras )

designação da SECÇÃO POLICIÁRIA outras : 




.......... Revista completa e digitalizada do original




MA n.º 467 de 21 Agosto 1958

quinta-feira, 6 de agosto de 2026

 

1. Principais Modos de Homicídio em Portugal (Meios e Contexto)

Segundo os relatórios das forças de segurança (como o Relatório Anual de Segurança Interna - RASI e dados da Polícia Judiciária):

  • Armas Brancas (Objetos Cortantes/Perfurocortantes): É estatisticamente o meio mais utilizado em homicídios em Portugal. Inclui facas de cozinha, canivetes, punhais e objetos afiados, frequentemente associados a contextos de violência doméstica ou interpessoal impulsiva.
  • Armas de Fogo: Utilizadas predominantemente em dois contextos distintos:
    • Crime Organizado e Tráfico de Droga: Ajustes de contas, emboscadas e execuções no meio criminal.
    • Violência Doméstica / Contexto Familiar: Caçadeiras ou armas licenciadas/ilegais em homicídios seguidos de suicídio.
  • Agressões por Meios Contundentes: Violência física extrema (espancamento) com mãos/pés ou recorrendo a objetos como barras de ferro, pedras ou tacos.
  • Asfixia: Esganadura (com as mãos), estrangulamento (com cordas ou laços) ou sufocação. Ocorre muito associada a homicídios no âmbito da violência doméstica ou contra vítimas particularmente vulneráveis (ex.: idosos).
  • Outros Meios (Atropelamento intencional, envenenamento ou fogo): Representam uma percentagem menor nos registos criminais do país.

2. Como se Classificam no Código Penal Português

O Código Penal (Livro II, Título I - Dos crimes contra as pessoas) estrutura os crimes contra a vida da seguinte forma:

Homicídio Simples (Artigo 131.º)

É a figura base: “Quem matar outra pessoa...”

  • Pena: Prisão de 8 a 16 anos.
  • Aplica-se quando não se verificam circunstâncias agravantes (que o tornem qualificado) nem atenuantes (que o tornem privilegiado).

Homicídio Qualificado (Artigo 132.º)

Ocorre quando o crime é praticado em circunstâncias que revelem uma especial censurabilidade ou perversidade do agente.

  • Pena: Prisão de 12 a 25 anos (a pena máxima prevista em Portugal).
  • O artigo enumera vários "exemplos-padrão" que indiciam essa gravidade:
    • Ligação familiar ou afetiva: Praticado contra cônjuge, ex-cônjuge, namorado(a), ascendentes ou descendentes (incluindo o homicídio no contexto de violência doméstica).
    • Vítima vulnerável: Contra pessoa particularmente indefesa (por idade, doença, gravidez ou deficiência).
    • Meio utilizado: Tortura, ato de crueldade, veneno, fogo, explosivo ou outro meio insidioso/perigoso.
    • Motivação: Frieza de ânimo, premeditação (reflexão por mais de 24 horas), ódio racial, religioso, por orientação sexual/identidade de género, ou por prazer de matar/motivo fútil.
    • Qualidade da vítima: Praticado contra agentes de forças de segurança, magistrados, membros de órgãos de soberania ou no exercício de funções públicas.

Homicídio Privilegiado (Artigo 133.º)

Ocorre quando o agente atua sob circunstâncias que diminuem sensivelmente a sua culpa (como ser dominado por compreensível emoção violenta, compaixão, desespero ou motivo de relevante valor social ou moral).

  • Pena: Prisão de 1 a 5 anos.

Homicídio a Pedido da Vítima (Artigo 134.º)

Matar outra pessoa determinado por um pedido sério, instante e expresso que ela própria tenha feito.

  • Pena: Prisão até 3 anos.

Homicídio Culposo / por Negligência (Artigo 137.º)

Quando a morte resulta de uma violação de um dever de cuidado (sem intenção de matar), como em acidentes de viação causados por excesso de velocidade/álcool ou negligência médica.

  • Pena: Prisão até 3 anos ou pena de multa (podendo ir até 5 anos em caso de negligência grave).