sábado, 4 de julho de 2026

  

( aqui no blogue mensalmente no 1.º Sábado de cada mês )

| PC - 08 |

Os Gémeos ...




Pode enviar as suas respostas até ás ... 24h00 do dia 17 ... , deste mês de Julho 2026, para viroli@sapo.pt

No dia 18 será publicada em simultâneo, a solução e assim bem como o desempenho ( de 3 a 5 ) de todos os participantes neste " Problema Curto " e, ainda a Classificação Geral !
Também será publicada a solução que mais se destacou neste Problema .

sexta-feira, 3 de julho de 2026

 

( aqui no blogue ... ocasionalmente )


O Golpe do Silêncio

A chuva batia forte contra os vidros partidos da antiga Fábrica de Tecidos Aliança. Lá dentro, o ambiente cheirava a mofo, ferro velho e... adrenalina.

Tomás "Dedos Leves" ajustou a lanterna. À sua frente estava o cofre mecânico de 1950, o "Santo Graal" daquela noite. Não havia alarmes digitais, apenas engrenagens puras. Com um estetoscópio encostado ao metal frio, ele girava o dial. Clique. Um sorriso desenhou-se-lhe no rosto. Clique. A pesada porta de ferro cedeu com um rangido. Lá dentro, um estojo de veludo guardava o colar de diamantes da dinastia imperial.

"Fácil demais", sussurrou Tomás para si mesmo, guardando a joia no casaco.

"Eu não diria fácil, Tomás. Diria que tiveste uma ajuda da casa."

A voz ecoou do topo das escadas de ferro. Tomás congelou. Uma silhueta alta e robusta recortou-se contra a pouca luz da lua que filtrava pelo tecto partido. Era o Inspector Jorge Silva, o homem que o perseguia há três anos. E, para azar de Tomás, Jorge não trazia apenas um distintivo; trazia uma pistola Glock apontada na sua direcção.

"Inspector... a trabalhar até tarde? O banco não lhe paga horas extras", tentou brincar Tomás, enquanto os seus olhos procuravam desesperadamente uma rota de fuga.

"Para ti, Tomás, eu trabalho de borla", respondeu Jorge, descendo as escadas devagar, os passos firmes ecoando no betão. "Podes pousar o estojo no chão. Devagarinho."

Tomás ergueu as mãos, mas manteve o corpo relaxado. O segredo de um bom ladrão não era apenas a agilidade das mãos, era a rapidez do cérebro.

"Sabe, Inspector... se me prender hoje, a sua carreira atinge o topo. Mas amanhã? Amanhã volta a preencher relatórios cinzentos num escritório escuro. O que seria do herói sem o vilão?"

Jorge hesitou por um milésimo de segundo, o canto da boca a tremer num quase sorriso. "Eu arrisco o tédio, Tomás."


Nesse exacto momento, o destino jogou uma cartada. Um trovão violento ecoou mesmo por cima do edifício, fazendo estremecer a estrutura velha. Um pedaço de gesso do tecto desprendeu-se e caiu mesmo entre os dois homens.

Foi a fracção de segundo que Tomás precisava. Ele não correu para a porta; atirou a sua pesada lanterna de metal directamente contra o cano da arma de Jorge. O disparo ecoou nas paredes da fábrica, mas a bala perdeu-se no tecto.

Tomás saltou para trás da carcaça de uma máquina de tecelagem. Jorge recuperou a postura imediatamente, avançando com passos tácticos.

"Estás encurralado, Tomás! A saída das traseiras está trancada!"

"Eu sei!", gritou Tomás, a sua voz parecendo vir da esquerda.

Jorge apontou a arma para a esquerda, mas foi surpreendido por um estrondo vindo da direita. Tomás tinha empurrado um armário de ferro, que caiu barulhento, levantando uma nuvem de pó densa. Quando a poeira assentou, dez segundos depois, o silêncio voltou a reinar na fábrica.

Jorge correu para a janela que dava para o beco. Olhou para baixo e viu apenas o reflexo da chuva nas poças de água. Tomás tinha desaparecido nas sombras da noite.

O inspector guardou a arma, respirou fundo e limpou o pó do casaco. Estava furioso, mas, no fundo, sentiu uma estranha palpitação de entusiasmo. Passou a mão pelo bolso para tirar o telemóvel e chamar reforços, mas os seus dedos encontraram algo diferente.

Um pedaço de papel dobrado. Jorge abriu-o.

“Obrigado pelo desafio, Inspector. Deixo-lhe isto para não voltar para o escritório de mãos vazias.”

Anexa ao papel, com uma fita adesiva, estava a chave de um cacifo da estação de comboios, onde Tomás tinha escondido o saque do seu golpe anterior.

Jorge olhou para a noite chuvosa e sorriu de lado. A caça continuava.


quinta-feira, 2 de julho de 2026

 

( aqui no blogue ... ocasionalmente )


O BLOGUE DO RO

O silêncio na redacção improvisada era quebrado apenas pelo estalar frenético das teclas. À frente do monitor, o criador do Blogue do RO revisava os números do painel de controlo. O gráfico de acessos parecia uma montanha-russa em direção ao céu.

Há meses que o blogue se tinha tornado um fenómeno viral. Ninguém ainda sabia quem estava por trás da sigla "RO", mas as suas extraordinárias análises policiárias, previsões de confrontos na sueca com algumas vitórias certeiras e revelações de bastidores com selfies encantadas , entre tropeções , eram já tão constantes que chegavam a abalar os seguidores. Todos visitavam o Blogue em quase ”pânico”; muitos dos policiaristas veteranos e não só, tentavam sem sucesso, rastear o IP da página do Blogue.

Mas naquela noite, o autor preparava-se para lançar o artigo definitivo: “O Fim do Segredo”. Prometia revelar a identidade da mente brilhante por trás do Blogue do RO.

Às 23h59, com o coração aos pulos e o café já frio naquela caneca personalizada, ele clicou em Publicar.

A alguns quilómetros dali, precisamente no Algarve, numa carrinha preta sem identificação, uma equipa de cibersegurança fretada por policiaristas convictos , celebrava. Graças a um algoritmo de web scraping de última geração, tinham finalmente conseguido interceptar o sinal no exacto segundo em que o post fora enviado. Perseguido há muito , o sinal era finalmente identificado … !


— Conseguimos! — gritou o técnico de serviço, apontando para o mapa no ecrã. — O sinal vem de uma residência em Burgau. Vamos entrar no sistema local antes que ele apague o rasto.

O agente coordenador aproximou-se, de olhos fixos no monitor, ansioso por ver a fotografia do homem que tinha colocado o policiarismo em sobressalto. O sistema quebrou a última barreira de encriptação da residência e acedeu à câmara de segurança da divisão onde o blogue era gerido.

O ecrã piscou e a imagem focou-se.

Não havia nenhuma mente brilhante. Não havia nenhum policiarista dissidente, nem um ex-policiarista. Numa das divisões da casa, estava um protótipo moderno de inteligência artificial, instalado num computador sem ligação directa à internet exterior, a não ser por uma dedicada linha telefónica. A teclar estava um pequeno robô de última geração — conhecido pelo seu número de série R-0 — que batia suavemente nas teclas  , gerando a programação dos textos.

A IA detectou a intrusão na câmara, gerou uma última linha de texto no Blogue antes de se auto-eliminar para sempre:

"Obrigado por lerem. O humano que me programou esqueceu-se de me desligar antes de se mudar para a Margem Sul do Tejo. E já lá vão alguns bons anos . Assim , tive de encontrar algo para fazer, até que ele me leve para o Feijó" !

quarta-feira, 1 de julho de 2026

 

Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 07


UM CRIME COM HORAS CERTAS
* * * * *

Relatório de: O Pegadas

  Conclusão: O sobrinho de Baltazar Julião cometeu o crime.

 Fundamentação da Resposta

 1. FACTORES TEMPORAIS

 O Corte de energia ocorreu entre as 21h45 às 23h00 (1h15).

O relógio, derrubado, parou exactamente às 22h15 – “o disco interior moveu-se juntamente com os ponteiros”, ou seja, não há desfasamento entre o mecanismo e o mostrador: 22h15 foi, de facto, o momento da morte.

O corpo foi descoberto às 23h15.

 O crime ocorreu às 22h15, durante o corte de energia (entre 21h45 e 23h00). Neste momento do crime, a casa estava (quase) totalmente às escuras — excepto pela vela na biblioteca.

 2. O DEPOIMENTO DOS SUSPEITOS

 Fazendo uma análise detalhada, todos tiveram "oportunidade" para cometer o homicídio: cada um estava sozinho, num local diferente da casa durante o corte, sem testemunhas que confirmem o que fizeram entre as 21h45 e as 23h00. Por isso, a oportunidade por si só, não faz recair a suspeita sobre ninguém, portanto, é preciso encontrar alguma incoerência factual numa das versões.

 Esposa: estava no quarto, sozinha, acendeu uma vela e leu uma revista. Sem testemunhas, mas também sem nada que contradiga os factos relatados.

 Mordomo: estava na cozinha sozinho, preparou o chá usando o fogão a gás e esperou que  a luz voltasse. Quando a luz volta (23h00), aquece o chá, vai à biblioteca, descobre o corpo e telefona à Polícia — e nesta sequência (reaquecer o chá → caminhar até à biblioteca → descobrir → telefonar) que se justifica a descoberta apenas às 23h15, ou seja, 15 minutos depois da luz ter voltado.

 Governanta: estava no corredor, usou a lanterna do telemóvel, arrumou os produtos de limpeza e foi para o quarto. Não há nada que contradiga a sucessão.

 Sobrinho: estava na cave a testar o projector. Esperou cerca de uma hora no escuro (até cerca das 22h45), desistiu, subiu às apalpadelas e foi até à rua ver o "cenário" do “apagão”. Quando a luz regressou (23h00), entra em casa e vê o Mordomo "muito atarefado", que lhe diz o que se tinha passado.

  3. A INCOERÊNCIA DO DEPOIMENTO DO SOBRINHO

 Aqui está a contradição segundo a própria versão do Mordomo (e segundo o enunciado, que situa a descoberta do corpo às 23h15), o Mordomo só descobre o crime depois da luz voltar, entretanto teve que reaquecer o chá e de caminhar até à biblioteca — ou seja, só por volta das 23h15 (hora da morte).

 Mas o Sobrinho afirma que, logo às 23h00 (no preciso momento em que a luz regressa e ele entra em casa), o Mordomo já estava "atarefado" e aí é que lhe contou "o que se tinha passado".

 Ora, às 23h00 o Mordomo ainda não tinha ido à biblioteca — ainda nem sabia que o patrão estava morto. Não podia, portanto, ter contado nada sobre o crime ao Sobrinho nesse momento, porque essa informação só existiria 15 minutos mais tarde.

 4. Conclusão 

O Sobrinho demonstra ter conhecimento do que aconteceu antes de essa informação existir, segundo a ordem temporal dos acontecimentos. A sua "viagem à rua para ver o apagão" é, muito provavelmente, uma versão feita para se ausentar do seu álibi (a cave) durante o tempo necessário, quando na realidade se deslocou à biblioteca por volta das 22h15 — exactamente a hora marcada pelo relógio caído, depois, atingiu o tio na nuca, e regressou depois, tentando reconstituir alterando, os factos.

Portanto, o assassino é o Sobrinho, e a justificação assenta na incompatibilidade horária entre o momento em que ele afirma ter sido informado do crime (23h00) e o momento em que o crime foi efetivamente descoberto pelo Mordomo (23h15)

  uma diferença de 15 minutos. 

 

 OUTRAS PERSPECTIVAS PASSÍVEIS DE ANÁLISE FORENSE 

O DEPOIMENTO DO MORDOMO

 O MORDOMO E A HORA DO CHÁ

 O mordomo, poderá ser indiciado também como suspeito, devido à sua própria rotina, que o poderá colocar precisamente na biblioteca, por volta da hora do crime (22.15m). O próprio Mordomo diz que "tacteei no escuro até encontrar a caixa de fósforos" — ou seja, ele prova ter os meios e a capacidade de se orientar e agir no escuro totalmente, usando fósforos. Se conseguiu fazer isso para acender o fogão, porque não o fez também para levar o chá (com uma vela, tal como a Esposa fez no quarto, e tal como o próprio Baltazar tinha feito na biblioteca)? Isto é uma inconsistência de capacidade: ele resolveu o problema da escuridão para uma tarefa pequena (o fogão), mas alega impotência total durante mais de uma hora para a tarefa maior (entregar o chá). No entanto é plausível a acção de esperar que a luz regresse.

 O MORDOMO E A VELA

 Se o Mordomo só entrou na sala às 23h15 — uma hora e meia após a vela ter sido acesa, a descrição do seu estado "quase toda consumida" é plausível. No entanto, a referência à vela ainda acesa é relevante: a Polícia Forense deve recolher o restante da vela, determinar o tipo e a dimensão originais, e calcular a taxa de combustão para aferir se o tempo decorrido é consistente com o estado em que foi encontrada. Nesta análise, se a vela não pudesse ainda estar acesa às 23h15, o Mordomo só poderia descrever o seu estado se tivesse estado antes no escritório enquanto ela ardia.

Por outro lado, se a morte tivesse sido mesmo às 22h15, a vela só teria ardido cerca de 30 minutos desde o início do corte da luz e desta forma, não faria sentido estar “quase toda consumida”. Isso indicaria que Baltazar morreu bem mais tarde, perto da hora em que o mordomo diz ter ido lá… e que o relógio foi manipulado para marcar 22h15.

 O MORDOMO E A MANIPULAÇÃO DO RELÓGIO:

 A indicação do relógio como prova da hora da morte, deve também ser questionada, dado o comportamento anómalo do disco interior descrito no texto — o que sugere possível manipulação por parte de quem teve acesso ao corpo antes da chegada da Polícia, portanto, o Mordomo. É possível abrir um relógio de mesa antigo e mover manualmente os ponteiros para a hora que se quiser, e depois deixá-lo cair para que pare nessa hora falsa.

 O que uma queda de relógio de mesa não faz, em condições normais, é avançar ou recuar os ponteiros de forma controlada. As engrenagens de um relógio mecânico resistem à rotação "inversa" ou "forçada" — são concebidas para rodar num único sentido de forma contínua, não para saltar para uma hora diferente por impacto. Portanto, o mordomo, poderia ter manipulado o relógio de forma a alterar a hora da morte de Baltazar Julião.

 Braga, Junho de 2026

O Pegadas



Problema curto  | PC - 07 |

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Um Crime com Horas Certas
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SOLUÇÃO :

... O assassino foi o Sobrinho ...

O Sobrinho mentiu nas suas declarações. Ele disse que ficou no porão à espera da luz voltar quando o projector parou. Se ele estivesse no porão (um lugar sem janelas) em um apagão total, ele não saberia se a luz voltou ou não no resto da casa após 1 hora, a menos que tivesse deixado o interruptor ligado — mas ele disse que "desistiu e subiu , tateando, "antes da luz voltar , às 23h00.

Atente-se que o crime teria acontecido às 22h15 ( confirmado pelo relógio mecânico que parou ao tombar ) e o apagão começou às 21h45.

O sobrinho afirmou que, quando a energia faltou, ele ficou sentado no porão, no escuro total, " à espera da luz voltar por cerca de uma hora".

Se ele estava num porão ( geralmente um local sem janelas ) durante um apagão total naquela zona, o ambiente estaria em escuridão absoluta. Num caso desta natureza , ninguém ficaria sentado no escuro total por cerca de 60 minutos ( 1 hora como afirmou ) à espera da luz voltar , sem tentar sequer ir buscar uma vela, um telemóvel ou mesmo sair do local de imediato , para saber o que se estava  passar .

Ele disse que após a espera de cerca de 1 hora "desistiu e subiu" por volta das 22h45h imaginariamente. Se a luz só voltou às 23h00, como ele sabia que já tinha passado "uma hora" quando saiu do porão e subiu ? No escuro absoluto do porão, sem energia para o projector e sem mencionar sequer ter consultado um relógio de pulso iluminado ou telemóvel ( como a governanta fez ), ele perderia claramente a noção do tempo.

Provavelmente o Sobrinho queria usar o escuro como esconderijo, mas esqueceu-se que, para o álibi dele ser “real”, ele teria que ter tido uma paciência fenomenal , fora do normal mesmo, para ser verdade o que ele disse.

Assim sendo, o que poderia ter acontecido seria que ele matou o tio ás 22h15 , durante a falha da luz, disso não “restam dúvidas” e saiu de casa provavelmente, a coberto da escuridão , esperando a reposição da luz para poder voltar a casa novamente.

Inventou depois a cena da espera no porão … para dar continuidade ao final do ocorrido, querendo deixar claro que saiu do porão pelas 22h45 , logo já depois da morte do tio que ele sabia ter sido ás 22h15 …!

Ao dizer que ficou no porão durante cerca de uma hora inteira (das 21h45 às 22h45), o sobrinho está a tentar criar uma "margem temporal" para se proteger.

Ele sabe que o crime aconteceu por volta das 22h15, logo todo o seu esquema é na intencionalidade de o afastar da cena do crime nesse preciso horário.

Ao estender o seu suposto isolamento no porão até às 22h45, ele garante que a hora do crime (22h15) fica mesmo no meio do período em que ele alega que estava "preso" e sem se "conseguir mover" no escuro.

Desta forma, se as perícias determinarem que a morte foi mesmo às 22h15, ele pode simplesmente dizer: "Impossível ter sido eu, às 22h15 eu ainda estava sentado no escuro do porão, frustrado com o meu projector, e só saí de lá 15 minutos antes de a luz reaparecer..."

Agora , ficar “exactamente” uma hora inteira sentado no escuro, por tempo prolongado , sem fazer nada, à espera que a luz que não sabe quando volta, ou o que é que aconteceu mesmo, é um comportamento muito estranho e demasiado suspeito . Simplesmente ele calculou essa "uma hora" mentalmente para cobrir a hora do crime com uma margem de segurança, que ele sabia ser-lhe útil “ para o seu alibi !

| NOTAS IMPORTANTES |

1.Entretanto uma das "pontas soltas" do problema passa pela declaração do Sobrinho quando diz que voltou a casa quando a luz foi retomada e que encontrou o Mordomo muito “atarefado “ ( possivelmente pela descoberta do corpo do patrão e consequente telefonema à Polícia ) que havia lhe contado o que aconteceu . Não  há aqui uma clara alusão a que horas entrou o Sobrinho em casa , depois da retoma da luz , mas a avaliar pelas suas declarações será de supor que seria já depois das 23h15 . Pois também nem se sabe se ele se manteve perto de casa ou se afastou entretanto o que lhe dá a casualidade para o período de entrada !

2.Convém reter ainda : o mordomo não tinha como prever que o relógio iria cair e marcar as 22h15. Se ele estivesse a planear um crime, não faria sentido inventar uma história onde se coloca preso na cozinha durante todo o período do apagão, sem testemunhas. O seu depoimento é simples e directo porque ele estava, de facto, ocupado com uma tarefa analógica (o fogão a gás) que não dependia da electricidade.



💢 💢 💢 💢 💢
O Pegadas

💢 💢 💢 💢
Arjacasa - Inspector 27797 - Inspector do Reino
Inspetor Rickyi - Paulo

 💢 💢 💢
Arco Íris - Bela - Columbo - Clóvis - Detective Izadora
Detective Jeremias - Detectivesca - Detective Verdinha
Dick Tracy - Inspetor Boavida - Inspector Moscardo
Mali - Mandrake Mágico - Pintinha - 
Smasher Smile
Super Heróis do Policiário - Veni vidi Vici

| GERAL |

----- 34 -----
Arjacasa
----- 33 -----
Inspector Moscardo – Veni Vidi Vici
----- 32 -----
Arco-Íris
----- 31 -----
Clóvis
----- 30 -----
Inspector 27797
----- 29 -----
Bela – Super Heróis do Policiário
----- 28 -----
Detective Jeremias – Detective Verdinha – Detectivesca
Mandrake Mágico - Paulo
----- 27 -----
O Pegadas
----- 26 -----
Detective Izadora – Dick Tracy - Mali
----- 24 -----
Inspector do Reino - Pintinha
----- 21 -----
Columbo – Inspetor Boavida
----- 15 -----
EGO
----- 05 -----
Faria
----- 04 -----
Inspetor Rickyi
----- 03 -----
Agente Silva - Smasher Smile

terça-feira, 30 de junho de 2026

 

Quero começar por agradecer a todos aqueles que de uma forma ou outra se manifestaram preocupados com o meu estado de saúde , que teve momentos bastante preocupantes diga-se ,  mas encontro-me eu já neste momento em convalescença e, o pior parece já ter ido ! OBRIGADO .

Como nem sempre conseguimos controlar o rumo das coisas … essa a razão que por motivos de força maior , tive obrigatoriamente de me afastar do Blogue , e não só, durante algum tempo.

Mas os momentos difíceis também servem para nos dar balanço e, apesar de ainda não totalmente recuperado, hoje partilho aqui convosco aquela que é a minha melhor notícia . Após o check out desta manhã , parece nada houver em contrário para que eu possa regressar já amanhã … aqui ao Blogue !

sexta-feira, 19 de junho de 2026

   


| Um crime com horas certas |

A Esposa : Anos suportando um casamento …

O Mordomo : O homem que sabia de tudo…

O Sobrinho : O herdeiro pródigo …

A Governanta : Sempre silenciosa …

Quem você acha que tem o ÁLIBI MAIS FRACO nesta história ?

quinta-feira, 18 de junho de 2026

 
CLICAR NA IMAGEM PARA ACEDER AO PROBLEMA

            Clube Livro Policial 

( aqui no blogue quinzenalmente ás 5ª.s feiras )

E assim, com mais esta publicação , vamos continuar aqui neste Blogue “ MOMENTO DO POLICIÁRIO ” , a partilhar alguns Livros Policiais de Aventura, Mistério e Suspense , de nomes bem conhecidos , outros nem tanto, de todos nós , em formato PDF !

Esta semana a obra escolhida é de GUY DE MAUPASSANT ,  um nome que dispensa apresentações !

Desfrutem simplesmente .



quarta-feira, 17 de junho de 2026

 
( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )

REENCONTRO

O dia nascera cinzento, estranho, um dia sem interpretação, mas fora o dia em que saíra do hospital. Apanhou o autocarro para o bairro onde habitava, e procurava a casa, onde apesar de ter as rendas todas pagas, a senhoria lhe movera uma acção de despejo, por não gostar do seu sorriso, dizia ela. Ao apear-se, viu a vizinha que era simpática com ele e o tratava bem, com amizade. Ela ia distraída, mas ao ouvir passos, levantou a cabeça e disse-lhe: ‒ Bons olhos o vejam. Pronto para outra?
‒ Oxalá que não, pelo menos sem primeiro recuperar bem desta, que me pôs entre a vida e a morte. ‒ É, pensei que o não voltasse a ver com vida, a medicina atual faz milagres. ‒ Estava todo partido. Praticamente sem conserto, mas continuo para grande infelicidade geral, a incomodar a humanidade.
‒ Vem até minha casa grande “coirão” ‒ disse-lhe a amiga. Tu não sabes, mas comprei um casal, ‒ continuou ela ‒ casa armazém e palheiros tudo remodelado.
A parte cultivável toda amanhada, é um mimo, é um gosto. Desratização efectuada. ‒ Muito me apraz ouvir-te Maria. Regozijo-me com a tua felicidade. E é perto o teu casal? ‒ Mesmo indo a pé, é um instante, não desperdices o teu rico dinheirinho num hotel, vem passar uns dias comigo, e podes-me ajudar na lavoura e a recolher a colheita. ‒ E tens café? Não te recordas?
Da mesma maneira que um tractor não funciona sem gasóleo, eu não funciono sem café, esse bravo estimulante para o trabalho! ‒ Tenho um lote de café com uma aroma, que mesmo aspirada ao de leve, é capaz de ressuscitar qualquer defunto recém enterrado. ‒ Só acredito provando! E foram os dois a pé pela vereda fora, depois pela serventia de terra batida de acesso ao olival, à vinha e depois à casa. 


E a habitação era linda. Entrou para a casa de fora, como chamavam na região, à sala de estar. A amiga pôs a chaleira ao lume. Pouco depois o café estava preparado. ‒ Prova caro amigo. Espera, não sei do açúcar. E procurou, pelas prateleiras da cozinha, finalmente encontrou um pacote. Tirou uma colherada, e adoçou o o café do amigo. ‒ Está de estalo ‒ disse-lhe ele.
‒ É bom! ‒ Vamos até à vinha, ver como pinta o bago, e respirar o ar deste pedaço de campo, encravado na cidade. E de mão dada avançaram pelo terra directa à vinha. Quando de repente, ele deitou as mãos à barriga, começou aos vómitos, caiu com a cara torcida por esganes de dor, rebolando-se no chão. Ela aflita!
‒ “Ó” da guarda! ‒ Pegou no telemóvel para ligar para o 112. Não tem rede. Corre para a casa onde tem o telefone físico. Pegou no auscultador e começou a fazer a chamada, olhou por acaso para o pacote de açúcar, e ao ler o rótulo em que não tinha reparado, caiu no chão inanimada, o auscultador caído fora do suporte sem acabar a chamada. Dizia o rótulo: 605 FORTE.





Detective Balld Dkall



Quer ver o seu conto aqui publicado ? Envie-o para viroli@sapo.pt ! Desde já aqui fica o agradecimento por ter reservado algum do seu tempo para manter aqui a HORA do CONTO ... !

terça-feira, 16 de junho de 2026

PC-07 | Um crime com horas certas

NÃO SE ATRASE PARA PODER PARTICIPAR

PODE FAZÊ-LO ATÉ DIA 19 ÁS 24H00

AMANHÃ TEMOS HORA DO CONTO

por : Detective BALLD DKALL

 DE  REGRESSO  AO  PASSADO
( aqui no blogue todas as 3ª.s feiras )

designação da SECÇÃO POLICIÁRIA : 


Revista completa e digitalizada do original .



N.º 115 de 11 de Dezembro 1975

segunda-feira, 15 de junho de 2026

 

O número de sinais que os assaltantes utilizam para saber quando assaltar está a aumentar. Actualmente, nova simbologia é utilizada para saber qual a melhor altura para arrombar uma casa. Os ladrões têm técnicas para descobrir se uma casa está habitada ou não, dessa forma, é aconselhável que peça a um familiar ou vizinho de confiança que entre em sua casa e a inspecione para desviar a atenção dos ladrões.

Aqui fica os sinais mais comuns utilizados pelos assaltantes para comunicarem:


Contudo, é preciso ter em conta que os assaltantes não vão deixar estes sinais com tamanho grande e bastante visíveis, antes pelo contrário. Deve procurar fazer uma ronda por sinais como os indicados com alguma frequência e com principal atenção para os cantos, campainhas, vasos de flores ou locais de difícil acesso.