segunda-feira, 19 de outubro de 2026

HORÁRIO DE INVERNO

 À 02h00 da madrugada de Domingo , atrasar para as 01h00

OUTUBRO 2026... de Sábado 24 para Domingo 25

 

( aqui no blogue ... ocasionalmente )

Este é um pequeno teste/passatempo para avaliar a sua capacidade visual que consiste em descobrir o máximo de erros que podem ser encontrados na imagem abaixo ... !



Poderá  dar a sua opinião aqui nos comentários .
A solução será  publicada aqui no blogue, de hoje a oito dias ( dia 26 ) !

domingo, 18 de outubro de 2026

 

 À LUPA ...

( aqui no blogue quinzenalmente aos Domingos )

A Tenda Desaparecida ...

Sherlock Holmes e o Dr. Watson vão acampar. Depois de uma boa refeição e de uma garrafa de vinho, deitam-se na tenda e adormecem.

Algumas horas mais tarde, Holmes acorda e dá uma cotovelada a Watson: — Watson, olhe para o céu e diga-me o que deduz.

Watson esfrega os olhos, olha para cima e diz: — Bem, vejo milhões e milhões de estrelas. Astronomicamente, isso diz-me que existem biliões de galáxias e potencialmente biliões de planetas. Astrologicamente, observo que Saturno está em Leão. Horologicamente, deduzo que devem ser cerca de três e um quarto da manhã. Meteorologicamente, suspeito que amanhã teremos um belo dia. E teologicamente, vejo como Deus é poderoso e como nós somos pequenos e insignificantes... E o meu caro amigo Holmes, o que é que deduz?


Holmes fica em silêncio por um segundo e responde: — Watson, seu idiota... Roubaram-nos a tenda!

sábado, 17 de outubro de 2026

 
CLICAR na IMAGEM 👆

 

Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 11


O INSPECTOR EM FÉRIAS
* * * * * * * * * * * * * *


C

ENTRE PÉNITENTIAIRE DE FLEURY-MÉROGIS, o Presídio mais importante e de maior destaque da França no século XXI, localizado na Região Metropolitana de Paris, ele ostenta o título de maior Prisão da União Europeia, chegando a abrigar mais de 4.500 reclusos. É nesta célebre Cadeia que se encontra a cumprir pena perpétua o serial killer Luc Bearnais, conhecido como homem dos sete ofícios, acima de tudo, cometendo como sentimento nefasto, contrário às leis morais e sociais, uma série de assassinatos, praticados e perpetuados aquando da realização dos seus passeios turísticos, por mar, servindo de guia, à Costa Selvagem da Bretanha, onde a visita deslumbrante de grutas e rochedos fascinam os turistas. Tudo correu, sempre bem, satisfazendo o seu ego criminoso, a este tuer en série, aproveitando o denso nevoeiro que frequentemente enfadava os passeios de barco, para assassinar um dos passageiros, atirando-os, depois, borda fora, para cima dos rochedos, depois de lhes extorquir as joias valiosas que ostentavam.


…Até que um dia, em determinado passeio turístico transportou na embarcação o Inspector Alfama, mais três turistas, dois amigos e um riquíssimo Joalheiro, e aí… não hesitando em cometer mais um homicídio… tal procedimento ou acontecimento não passou despercebido à perspicácia do arguto Inspector que se interessou pelo caso e veio a descobrir os crimes de Luc Bearnais que após as conclusões do Inspector confessou todos os seus crimes… foi julgado e feito prisioneiro, para toda a sua vida, na poderosa e blindada Prisão mais reconhecida em França.

A Bretanha fica situada no Noroeste de França e a famosa e fascinante Costa Selvagem mostra algumas das paisagens marítimas mais impressionantes da Europa, para os olhares de quem a visita de modo deslumbrante. Um dos pontos de maior destaque da Região é a Península de Quiberon, com um troço muito conhecido da chamada Côte Sauvage, onde existem rochas escarpadas com o mar a bater com muita força, perigoso, mas uma atracção fantástica para os turistas visitantes. A natureza é pura com falésias altas e grutas esculpidas pela água e praias isoladas.


O senão destes passeios turísticos, pelo mar, na Bretanha é o enigmático nevoeiro e a neblina costeira que sucedem frequentemente… situação que Luc Bearnais aproveitava para cometer os seus crimes… que para os turistas não passavam de meros acidentes… e tal facto não os impedia de voltar ao local para satisfazer a sua curuiosidade, apesar do efeito visual do nevoeiro costeiro conceder à Costa Selvagem da Bretanha uma atmosfera misteriosa e dramática…, mas o perigo satisfazia e fascinava os visitantes!

 

********

François Dubois era o companheiro de cela de Luc Bearnais e sempre o questionou para ele lhe narrar a natureza dos seus crimes e Bearnais respondia-lhe, habitualmente, desta maneira: “Conta-me tu, François, como é que também vieste aqui parar… uma vez que o teu nome representa que és um “Francês livre”!? – E ambos sorriam pela graça da pergunta.

…, Mas naquele dia, na hora do almoço, Luc parecia estar com um ar alegre e bem-disposto pelo que François aproveitou, de novo, para que ele confidenciasse como praticara os seus crimes e, Bearnais começou a falar:

 

“- Olha, só ao fim de uma dezena de crimes fui descoberto, por um tal de Inspector Alfama que visitando a Bretanha se fez meu amigo, mas só mais tarde vim a descobrir que ele tinha em mente a investigação daqueles acidentes que ocorriam nos passeios, pelo mar, organizados por mim! Logo me identifiquei como sendo um homem dos sete ofícios, Poeta, Artista de Variedades, Pintor, Cantor, Promotor de Passeios Turísticos, entre outros, mas omiti que era um excelente Ventríloquo, que usufruía, também, da arte de falar quase sem mover os lábios ou a boca, como se a voz não viesse de mim, quem falava. Resumindo, eu imitava muito bem as vozes de outras pessoas e era, precisamente, este engenho e artimanha que eu utilizava quando, nos passeios pela Costa Selvagem da Bretanha, roubava um dos turistas e o empurrava para fora do barco em direcção aos rochedos onde morriam esmagados. Aproveitava-me do nevoeiro para cometer os meus crimes porque conhecia muito bem os lugares por onde navegava. E para os turistas tudo eram acidentes, mas o perigo desafiava-os!


Com alguns dos meus amigos, lembro-me bem deles – o Leo Ballard, Tenor; o Satanás, Mestre do Mistério; Cora Corail, Apresentadora de Eventos; Bradfort, O Homem Mais Forte do Mundo; José Leloup, Publicitário; José Beny, Industrial, entre muitos, todos companheiros dos Espectáculos que realizávamos –  efectuava imensos passeios e quando me apareceu aquele Industrial, Bob Montreux, Joalheiro e Coleccionador de Arte, a solicitar-me uma viagem pela Costa Selvagem da Bretanha, não hesitei em fazer-lhe a vontade, pois fiquei logo cismado pelo seu colar de ouro e marfim, de elevado valor, que lhe enfeitava o pescoço. Excêntrico, o homem, sem medo de nada nem dos acidentes… mortíferos…  pôs-se a jeito… da minha ganância… só não contei com as intenções do Inspector Alfama e os três, mais os dois Josés, o Beny e o Leloup… fomos os cinco andar de barco pela Costa Selvagem da Bretanha.

Esperei pelo momento propício, quando nos embrenhamos no denso nevoeiro, para imitar, com as minhas características de ventríloquo, um par de vozes… dizendo que iam assassinar o Joalheiro e roubar-lhe o colar! Dito e feito… roubei o colar ao barrigudo do Bob Montreux e nem precisei de apertar-lhe o pescoço… dei-lhe um pequeno empurrão que o fez desequilibrar-se e cair em cima das rochas pontiagudas! Eu sabia manobrar bem o barco para não embater nos rochedos! O nevoeiro passou e estatelado, morto, nas rochas lá se vislumbrava o desgraçado do Coleccionador de Arte, mas do seu vistoso colar… nada… desapareceu! O crime, mais um, parecia perfeito… pensariam que o colar cairia nas águas e nunca mais seria visto!


O Inspector Alfama logo viu, ali, uma excelente oportunidade para desvendar aqueles “acidentes”, constantes, mas justificáveis por desequilíbrios dos turistas nas situações do nevoeiro, e como tinha ouvido aquelas vozes começou a raciocinar que possivelmente o colar do Joalheiro não se teria perdido e que, afinal, se tratava de mais um crime! E como a pessoa sempre presente, nos acidentes, era eu, o promotor dos passeios, o principal suspeito seria também eu… só que ele não tinha maneira de provar a minha culpabilidade! No entanto, deduziu que os Josés não teriam sido os assassinos porque não transportavam o colar com eles. O Inspector não era o possível homicida e o Montreux morrera… então, só lhe restava manter as suas suspeitas sobre mim… deduzindo que seria eu o assassino e escondera o colar algures no barco. O Inspector ouvira um par de vozes a dizer que iriam assassinar o Bob, mas que não as conseguiu identificar… (podiam ser dos dois Josés… ou voz minha e de um deles…), mas como Leloup e Beny também afirmaram ter ouvido vozes… como estavam juntos… essas vozes só poderiam ser de mim e do Inspector… e o Alfama sabia que isso não tinha acontecido! Quando eu afirmei que também tinha ouvido vozes, mas que não consegui descortinar o que diziam, logo aí, o Alfama desconfiou de mim… que mentia… pois ele ouviu, perfeitamente, que as vozes estavam direccionadas para o assassínio do Joalheiro. E até tentou avisar a vítima.”


- Huummm… estou a entender os raciocínios – comentou, interrompendo, o François que perguntou, de seguida:  

- Então, sem provas de teres sido tu o autor da morte do Joalheiro e sem encontrar o colar… como é que vieste aqui parar com prisão perpétua!?...

“- Ora, porque o Inspector Alfama, depois de descobrir que fui eu, o assassino, ordenou uma busca ao barco e encontrou o colar escondido... e só eu o podia ter posto lá… até porque acabei por confessar… tudo!”

- Mas como é que o Alfama te incriminou!? – Inquiriu curioso o François.

“- Pois… aí é que está o busílis… o astuto do Inspector marcou uma reunião comigo, mais o Beny e o Leloup na minha cabana… porque queria gravar os nossos depoimentos e dar uma vista de olhos pelo local, onde eu preparava os meus Espectáculos, com os meus companheiros e foi aí que reparou nos meus cartazes afixados num quadro, numa das paredes, onde evidenciava os artistas que o Luc Bearnais também era Ventríloquo!!

Estava resolvido o caso… descobriu que seria eu a imitar as tais vozes, para baralhar as testemunhas e cometer os homicídios! Fui apanhado na minha própria casa! E… aqui estou! Agora conta-me tu, François, porque é que vieste aqui parar…”






Problema curto  | PC - 11 |

--------------------------------------
O Inspector em Férias
--------------------------------------

SOLUÇÃO :

O culpado fora o próprio Luc Bearnais, que era ventríloquo, e que imitara duas vozes diferentes no improvisado diálogo, durante o nevoeiro.
Um cartaz na parede na cabana de Luc dera inesperadamente a chave do problema ao Inspector Alfama .

Sendo ventríloquo, Luc conseguiu projectar e simular duas vozes distintas a falar no meio do nevoeiro denso para criar a falsa ilusão de que dois cúmplices estavam a conspirar contra Bob Montreux.

Na verdade, Luc estava sozinho no local do crime. Ele projectou o falso diálogo para desviar as suspeitas e criar um álibi visual/auditivo, aproveitando a falta de visibilidade para assassinar o joalheiro e roubá-lo sem a ajuda de mais ninguém.



💢 💢 💢 💢 💢
Arco-Íris | Arjacasa | Bela | Carlinha
Detective Izadora | Detective Jeremias
Detetivesca | Dick Tracy | Detective Suricata
Detective Verdinha | Didão | Inspector 27797 
Inspector Moscardo| Inspector do Reino
Inspector Rickyi | Mandrake Mágico | Mena
O Pegadas | Paulo | Pedro Monteiro
Rainha de Copas | Rainha Katya
Smasher Smile | Super Heróis do Policiário 

💢 💢 💢 💢
Inspetor Boavida | Veni Vidi Vici

💢 💢 💢
Clóvis | Mali | Pintinha

| GERAL |

----- 54 -----
Arjacasa
----- 53 -----
Inspector Moscardo
----- 52 -----
Arco-Íris | Veni Vidi Vici
----- 50 -----
Inspector 27797
----- 49 -----
Bela | Clóvis | Super Heróis do Policiário
----- 48 -----
Detective Jeremias | Detectivesca | Mandrake Mágico
----- 47 -----
O Pegadas | Paulo
----- 46 -----
Detective Izadora | Dick Tracy
----- 44 -----
Inspector do Reino
----- 42 -----
Mali
----- 40 -----
Inspetor Boavida | Pintinha
----- 38 -----
Detective Verdinha
----- 24 -----
Inspector Rickyi
----- 23 -----
Smasher Smile
----- 21 -----
Columbo
----- 20 -----
Carlinha
----- 15 -----
Didão | EGO | Pedro Monteiro | Rainha Katya
----- 11 -----
Detective Suricata
----- 10 -----
Rainha de Copas
----- 05 -----
EGO | Faria | Freddy | Mena
----- 03 -----
Agente Silva

sexta-feira, 16 de outubro de 2026

 

 DE  REGRESSO  AO  PASSADO - OUTRAS
( aqui no blogue quinzenalmente às 6ª.s feiras )

designação da SECÇÃO POLICIÁRIA outras : 



.......... Revista completa e digitalizada do original





MA n.º 11 de 27 Novembro 1949

quarta-feira, 14 de outubro de 2026

 

 
( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )


Numa casa perto da floresta morava o Serafim, que tinha apenas como companhia um grande cão , que se chamava Bobby .

O Bobby acompanhava sempre o Serafim, quando este ia para a floresta cortar madeira para vender .

O Bobby ficava na rua , junto à casa , numa barraca confortável , porque o Serafim não gostava de ter animais em casa.

 Era nesta barraca que o Bobby estava sempre de guarda a dois porquinhos que o Serafim tinha numa cerca de arame .

Por vezes, durante a noite ,  havia a visita de um lobo a procurar entrar na cerca dos porcos , principalmente no inverno , quando a fome era maior .

Era nesta altura que o Bobby , corria para o lobo e ladrava bastante alto, para que o seu dono acordasse e fizesse fugir o lobo, o que sempre acontecia , passado algum tempo. O lobo ainda parava e olhava para o Bobby mas via ali um enorme cão e recuava , até que o Serafim aparecia e o lobo fugia .

Os dias do Serafim era sempre iguais , até ao dia em que ele encontrou na floresta um gato abandonado e cheio de fome , que ele acabou por o levar para casa , onde tinha todos os cuidados .

Logo o gato foi chamado de Pantufas e era muito amigo do Serafim , mas o Bobby não gostava nada de estar na rua e o Pantufas ficar em casa bem agasalhado .

Sempre que o Pantufas vinha à rua o Bobby corria atrás dele para logo o fazer fugir assustado.

Um dia numa ida à floresta , com o dono, na queda de uma árvore , o Bobby ficou ferido e partiu uma pata . Estava a ter todos os cuidados mas ficava como sempre na sua barraca , pois o Serafim não o podia ter em casa , agora por causa do Pantufas que entrava e saia de casa por uma pequena janela que o Serafim fez para ele .

Aconteceu que numa noite lá apareceu o lobo a tentar mais uma vez entrar na cerca dos porquinhos , só que desta vez não podia o Bobby fazer nada a não ser ladrar . O lobo que desconfiou de alguma coisa pois o Bobby atacava sempre , desta vez aproximou-se do Bobby e depois de ver o seu estado preparava-se para o atacar , o que só não aconteceu porque apareceu o Pantufas de pelo no ar com aquele ar agressivo assanhando-se frente ao lobo e fazendo com que este recuasse , por alguns instantes, porque logo apareceu o Serafim e o lobo fugiu como sempre acontecia .

Foi nesta altura que o Bobby percebeu que o Pantufas afinal tinha assustado o lobo , em sua defesa, sem pensar no perigo que corria .

A partir dali e enquanto o Bobby recuperava da perna partida o Pantufas ficava sempre com ele na barraca durante a noite e assim se fizeram os melhores amigos .

Um original de Virmancaroli



Quer ver o seu conto aqui publicado ? Envie-o para viroli@sapo.pt ! Desde já aqui fica o agradecimento por ter reservado algum do seu tempo para manter aqui a HORA do CONTO ... !

terça-feira, 13 de outubro de 2026

AMANHÃ TEMOS HORA DO CONTO


por : Virmancaroli

( um conto muito especial num momento também ele especial ... ! )

 DE  REGRESSO  AO  PASSADO
( aqui no blogue todas as 3ª.s feiras )

designação da SECÇÃO POLICIÁRIA : 


Revista completa e digitalizada do original .



N.º 130 de 25 de Março 1976

segunda-feira, 12 de outubro de 2026

 QUAIS OS MAIORES CRIMES EM PORTUGAL

Em Portugal, os dados oficiais do Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) mostram que a grande maioria das ocorrências pertence à criminalidade geral, não violenta e associada ao património.

Os tipos de crime com maior volume e expressão no país dividem-se principalmente pelas seguintes categorias:

1. Crimes Contra o Património (Cerca de 50% do total)

Representam metade da criminalidade registada no país:

·         Furtos e Roubos: Furtos na via pública, furtos em veículos motorizados, furtos de veículos e em residências ou estabelecimentos comerciais.

·         Burla Qualificada e Burlas Informáticas: Têm tido um crescimento acentuado nos últimos anos, impulsionado por esquemas de phishing, fraudes em compras online e esquemas através de transferências bancárias ou aplicações de pagamento.

2. Crimes Contra as Pessoas (Cerca de 25% do total)

Representam um quarto de todas as ocorrências registadas pelas forças de segurança:

·         Violência Doméstica: É consistentemente o crime contra as pessoas com maior expressão e número de participações às autoridades (maioritariamente contra cônjuge ou parceiro).

·         Offensas à Integridade Física: Agressões e ofensas corporais simples são a segunda tipologia mais frequente nesta categoria.

·         Ameaças e Coação: Registam também um volume elevado de participações.

3. Crimes Rodoviários

Uma fatia expressiva da atividade policial e judicial envolve infrações graves na estrada:

·         Condução sob o efeito de álcool: Condução com taxa de álcool no sangue igual ou superior a 1,2 g/l (crime rodoviário).

·         Condução sem habilitação legal: Conduzir sem ter carta de condução válida.

Nota sobre a Criminalidade Violenta e Grave:

Apesar de ter maior impacto mediático, a criminalidade violenta e grave (que inclui homicídios, roubos com recurso a armas de fogo, sequestros, etc.) representa uma percentagem muito reduzida do total de crimes participados no país. Portugal continua a ser classificado como um dos países mais seguros do mundo pelos índices internacionais de paz e segurança. 

domingo, 11 de outubro de 2026

 

O Futuro dos Desafios Murdoku
O que nos reserva 2027 ?

Embora o futuro ainda não esteja totalmente gravado na pedra e a continuidade desta modalidade dependa dos próximos passos, o entusiasmo e a vontade de ir mais longe já estão a traçar novos caminhos !

Se a aventura continuar em 2027, a experiência Murdoku promete expandir-se para lá dos cenários que já tão bem conhecem. Além dos incontornáveis Clássicos e dos mistérios da Idade Média, estamos a preparar terreno para nos estrearmos em épocas e ambientes completamente inéditos, com novos protagonistas e dilemas:

O Velho Oeste: Salões movimentados, duelos ao pôr do sol e leis próprias na fronteira.

A Era de Ouro da Pirataria: Corrupção nos mares do Sul, mapas do tesouro e segredos nas profundezas.

A Idade da Pedra: Os primórdios da humanidade, onde a sobrevivência e os rituais ditavam as regras.

O Antigo Egipto: Maldições de faraós, hieróglifos ocultos e conspirações à sombra das pirâmides.

Nada disto é ainda garantido, assim como a continuidade do próprio Murdoku, mas uma coisa é certa: a vontade de continuar e criar histórias e desafios memoráveis está mais viva do que nunca. Fiquem atentos às próximas notícias !



 

 À VOLTA DO PASSADO
( aqui no blogue quinzenalmente aos Domingos )


designação da SECÇÃO POLICIÁRIA : 


Revista completa e digitalizada do original .



Selecções BD n.º 2 de Dezembro 1998 

sábado, 10 de outubro de 2026

 À LUPA ... 

 

( aqui no blogue ... ocasionalmente )


O Eco do Sr. Macedo

 



O relógio da cozinha, que desde terça-feira marcava impreterivelmente quatro horas e dezessete minutos da tarde, resolveu tossir seco e declarar-se cansado de empurrar o tempo.

Macedo, que apenas tentava passar manteiga em uma fatia de pão de forma perfeitamente quadrada, achou por bem concordar. Deixou a faca de lado e abriu a janela para conferir a iluminação do dia. Do lado de fora, a rua parecia perfeitamente em ordem: o trânsito fluía no ritmo habitual, os transeuntes caminhavam pelas calçadas e o céu exibia um tom impecável de verde-alface, como aliás se esperava de uma terça-feira bem comportada.

— Se o céu está verde, o correio não demora — comentou Macedo para o bule de chá, que respondeu com um chiado polido de concordância.

A campainha tocou exactamente duas vezes. Ao abrir a porta, Macedo encontrou um carteiro de farda impecável, que trazia nos braços uma encomenda volumosa embrulhada em papel pardo e amarrada com barbante.

— Senhor Macedo? — perguntou o entregador, tirando o quepe em sinal de respeito. — O próprio. — Tenho aqui o seu eco. Chegou do interior. O senhor poderia assinar a folha de papel em branco?


Macedo assinou o espaço vazio com a ponta do polegar. Agradeceu a pontualidade da entrega e levou o pacote até a mesa de jantar. Desfez o nó do barbante com cuidado para não estragar o papel. Dentro da caixa, perfeitamente acomodado entre flocos de isopor, não havia nada.

Ele aproximou a orelha da borda do papelão e sussurrou: — Alô?

Três segundos depois, do fundo da caixa vazia, veio a resposta perfeita, na mesma tonalidade e com a dicção cristalina: — Alô?

Satisfeito com a aquisição, Macedo guardou o eco na prateleira mais alta da estante, logo ao lado da colecção de botões de casaco que nunca haviam pertencido a ninguém. Sentou-se novamente, deu mais uma mordida no pão de forma e concluiu que, afinal de contas, poucas coisas na vida eram tão reconfortantes quanto uma rotina sem imprevistos.