A NÃO PERDER ... DE VISTA
domingo, 20 de setembro de 2026
Roubo Falhado ...
Um ladrão entra na casa de
um idoso à noite, acende a lanterna e diz com voz ameaçadora:
— Nem te mexas ! Estou à
procura de dinheiro !
— Espera ai só um momento
para eu me calçar e ajudo-te a procurar !
Se encontrar-mos alguma coisa, dividimos a meio !
sábado, 19 de setembro de 2026
Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 10
MORTE NA TEMPESTADE
* * * * * * * * * * * * * *
Aquela noite, de um Outubro terrível em
intempéries, apresentava-se, no entanto, seca, quente, sem chuva… quase
parecendo uma noite de verão, depois de na véspera uma forte e horrenda
tempestade ter assolado a localidade com chuvadas, relâmpagos e trovões que
derrubaram algumas árvores, no campo e na localidade do Montijo, uma jovem cidade
que mereceu esta distinção, num Agosto quente, quando o Inspector Alfama ainda
não tinha completado os seus 20 anos e frequentava a Universidade, com alguns
destes seus inestimáveis amigos.
O carismático Inspector recordava, em
algumas ocasiões, o dia em que a freguesia do Montijo foi distinguida como
cidade, porque foi um dia quente em Portugal. Os dias de maior calor, desse mês
de Agosto, nesse verão, foram históricos e sucederam nos primeiros dias, mas
nos meados do mês, concretamente a 14 de Agosto, continuaram sob a influência
de um verão seco com as temperaturas demasiado elevadas para a época em quase
todo o território nacional. Estávamos em 1985.
- Pois, se o tempo
estivesse igual a ontem… de certeza que não vinha… depois da chuvada que
apanhei na mansão do Artur Robalo, um vosso conhecido empresário!
- Sim… é verdade… corre
o boato que foi assassinado no seu escritório, ontem, à noite… com aquela
tempestade… a notícia até já deu na TV! Sabes concretamente quem o assassinou,
segundo consta… com um tiro no peito?
- Ora… fui requisitado
para ir ao local do crime… estava de serviço… e quando pensava passar uma noite
sossegada… lá recebi um telefonema para ir até à mansão do Robalo… tomar conta
do assunto!
- Então e como foi…? Conta-nos
lá! – proferiu um amigo, já curioso.
- Olhem, o Artur foi
assassinado com um tiro no peito, no seu escritório, enquanto a tempestade
acontecia, precisamente às 21 horas e 15 minutos, pela conclusão do Filipe, o
vosso conhecido Médico legista e meu amigo! 15 minutos antes, da hora em que o
crime ocorreu, aconteceu um apagão, como vocês sabem, que durou até às 21e 45
horas. Nesse espaço de tempo, alguém, lá de casa, disparou sobre o Artur Robalo
e o corpo foi encontrado pelas 22 horas.
- Bolas! Descobriste o
assassino… ou teria sido alguém de fora!?
- És doido, Miguel!
Com um temporal daqueles quem é que iria matar o homem… a partir do exterior!?
Até porque ele daria pela presença do intruso e por certo… tentaria
defender-se! Não. Quem matou foi alguém que estava dentro da mansão… até porque
não havia vestígios de presença alheia, tais como chão molhado, desarrumações,
etc.
- E a cápsula do
disparo, estava no chão!? – perguntou o Pedro, curioso.
- Bem, vocês estão a
ficar peritos na matéria… têm assimilado bem, os casos que lhes tenho narrado!
– proferiu o Inspector Alfama e continuou.
- Por acaso não havia
nenhum invólucro no chão pelo que deduzi que teria sido utilizado um revólver
que, como sabem, não o ejecta após o disparo… ou, o assassino teria apanhado a
cápsula, do chão, em caso de pistola utilizada!
- Então… e descobriste
quem foi o assassino!? – interrogou um outro amigo.
- Claro! Já está preso
para ser levado a tribunal porque o seu depoimento foi tão contraditório e
inverosímil com os factos e situações que depressa o, ou a…, incriminei e
chamei o piquete que estava de serviço para a pessoa certa… ser detida! Mas…
não lhes vou dizer, de bandeja, qual o culpado, no grupo das cinco pessoas que
interroguei que pode ser homem ou mulher… vou-lhes mencionar os pormenores e
sejam vocês a resolver e a descortinar quem mentiu nas declarações, tratando-se
de o assassino ou a assassina!
- Claro… vamos a isso!
Sebastião traz um whisky, aqui, para o Alfama.
Todos os presentes engoliram mais um
pouco da bebida que tinham nos copos e acomodaram-se, atenciosos, ouvindo as
descrições do Inspector:
- Ora, já sabem que o
assassínio ocorreu às 21h15m, o corpo foi encontrado às 22h e que um apagão
surgiu entre as 21h e 21h45m. O Rodrigo, motorista da vítima declarou-me que
enquanto durou a falta de luz esteve dentro do carro, na garagem, a ouvir
rádio, mas, mesmo assim, observou uma luz de uma lanterna, às 21h e 10m no
jardim.
- Então se o tipo estava
na garagem como é que viu a luz da lanterna no jardim!? Com aquele temporal a
porta da garagem devia estar fechada! Foi ele o assassino? – inquiriu um dos
presentes.
- Calma, Miguel –
tranquilizou o Inspector – o depoimento pareceu-me verídico e até podia ter a
porta da garagem aberta! Além de mais… pode-se ouvir rádio, no carro, apesar das
tempestades!
- Hum… mais uma
afastada de culpabilidade, parece-me! – disse o José.
- Sérgio, o mordomo da
mansão…
- Ui, esses costumam
ser, quase sempre, os assassinos! – interrompeu o Joel, todo entusiasmado por
ouvir o depoimento do mordomo.
- Isso acontece nas
histórias policiais, meu caro, na vida real não é bem assim – esclareceu o
Inspector e continuou – no entanto oiçam o que tenho para vos dizer…
- Ele justificou-se
que após o apagão se dirigiu à casa das máquinas, no subsolo, na área do
jardim, para tentar ligar o gerador, mas que não conseguiu. Levou consigo uma
lanterna.
- Cá está… foi a luz
da lanterna do mordomo que o Rodrigo, o motorista, lobrigou quando estava na
garagem, recolhido. – deduziu o Pedro.
- “Lobrigou”!? Que
palavra é essa, perguntou o José.
- “Lobrigou”… quer
dizer “vislumbrou”… viu com dificuldades! – respondeu o Pedro, a sorrir e
contente com a observação.
- Bolas! Estás um
erudito! Deve ser das “aulas” dos casos do Alfama. – exclamou, concordante, o
José.
- Pronto… já são três suspeitos
e estão, todos, ilibados! Ainda havia mais gente na mansão!? – perguntou o
Joel.
- Há mais dois
suspeitos e um deles foi quem cometeu o assassínio, deixem-me contar-lhes.
Disse, calmamente, o Inspector Alfama
enquanto levou, de novo, o copo à boca, depois de rodopiar o mesmo movendo as
pedras do gelo.
- Beatriz é, ou era, a
contabilista do Artur Robalo e afirmou que sempre esteve na biblioteca – no
mesmo piso do escritório onde o empresário se reuniu com a sócia Laura – enquanto
decorreu o apagão. Lembra-se de ouvir passos apressados a subir a escadaria,
pelas 21h e 20m e julgou tratar-se da Laura.
- Eh, lá! Nesta altura
já o crime tinha sido cometido! Então porque é que não ouviu o som do disparo
que foi às 21h e 15m!? Aliás, a Laura acabou a reunião com o sócio pelas
20h50m! – comentou o Joaquim que até àquele momento tinha estado calado
absorvido nas descrições do Alfama. E quem lhe respondeu, de chofre, foi o
Joel, perante o silêncio do Inspector:
- Calma, calma… o tiro
podia ter sido dado com pistola munida de silenciador e com o barulho da
trovoada também seria impossível de ouvir! E se a Beatriz estava na biblioteca
não tinha bem a noção de quando a reunião tinha terminado e ao ouvir os passos
apressados – talvez num intervalo dos trovões – julgou tratar-se da Laura, a
subir em direcção à sala no 1.º andar. Penso que fala verdade e sendo assim…
vamos ao último suspeito que, pelos vistos, deve ser o assassino, por isso
mesmo o nosso querido Alfama o deixou para o fim!
- O último interveniente,
do crime de ontem, trata-se do irmão da vítima, o Vicente que me contou ter
estado a noite inteira no seu quarto, enquanto decorria a tempestade e
aconteceu o apagão. Precisamente, à hora do crime, indicada pelo Filipe, 21h e
15m, lembrava-se com toda a certeza, estava à janela, porque viu, com a ajuda e
através de um relâmpago, o relógio de Sol, que está colocado no jardim, a
mostrar e a indicar essa mesma hora: 21h15m. Não tinha dúvidas! E foi nessa
mesma hora, a hora exacta do crime, que ouviu um estampido seco vindo do andar
de baixo. Disse-me que não ligou importância porque havia trovoada no ar.
O Inspector Alfama terminou, assim, a
sua narrativa e calou-se. Observou todos os seus amigos de olhos bem abertos,
de copo na mão, a olharem uns para os outros… não compreendendo se estavam
surpreendidos, indecisos, intrigados ou estupefactos! O momento durou breves
segundos que pareceram horas e, de repente, em uníssono, todos bateram com os
copos, uns nos outros, ingeriram os líquidos de uma só vez, abriram as bocas e
começaram a rir, às gargalhadas, situação que levou alguns dos outros
frequentadores do bar a olhar para eles, pasmados!
Riram, riram, riram, sem parar, até que
o Pedro foi quem tomou a palavra:
- Oh, meu grande amigo
Alfama, então esta história é para os “apanhados”… e os “apanhados”
somos nós (!)… aconteceu mesmo assim (!?)… ou, hoje, queres-te divertir
connosco…!?
- Foi mesmo assim, que
tudo aconteceu, caríssimos amigos! Esta é a verdade! Então digam-me, lá, de
entre os suspeitos, interrogados por mim, quem mentiu e consequentemente foi detido
para ser indicado como culpado do assassinato do empresário Artur Robalo,
mediante a minha narração… - sugeriu o Inspector Alfama, enquanto o Joel se
voluntariou para falar:
- Estimado amigo, este
caso foi muito fácil de resolver… porque um relógio de Sol é um instrumento
ancestral que mede a passagem do tempo através da posição do Sol no Céu. O
relógio é possuidor de um pino ou uma haste que fica presa no centro e projecta
uma sombra consoante a incidência dos raios solares. A sua superfície contém
linhas numeradas que indicam as horas. Com a rotação da Terra, o Sol parece
mover-se no Céu e a sombra da haste ou pino central desloca-se sobre o
mostrador que vai indicando as horas! O mostrador, com a configuração redonda
de um relógio assenta-se numa superfície, no chão, ou em mesas de um qualquer
jardim, como parece ser o caso da mansão do empresário Artur Robalo.
- Grande crânio, este
Joel! – comentou o José, quase a gozar.
A
noite terminou com sorrisos e abraços e mais umas bebidas ingeridas enquanto o
Inspector Alfama produzia as últimas palavras da noite:
- Se vocês não fossem
tão velhos, como eu, à beira da reforma… ainda podiam fazer uma “perninha”
na Polícia Judiciária!
Ouviram-se mais umas gargalhadas e o brindar
de copos no ar.
Morte na Tempestade
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SOLUÇÃO :
O assassino foi o Vicente,
o irmão.
Vicente afirmou ter olhado pela janela às
21h15, no meio da noite e sob uma tempestade, e visto o relógio de sol marcar 21h15 graças ao clarão de um relâmpago.
Isso é fisicamente
impossível por dois motivos:
1.
Relógios de sol só funcionam com a luz solar, pois dependem da projecção contínua
da sombra em um ângulo específico conforme a Terra gira em relação ao Sol. A
luz de um relâmpago vem de cima/lados em ângulos aleatórios e dura apenas uma
fracção de segundo.
2.
Mesmo
que a luz fosse forte o suficiente para criar uma sombra instantânea, a posição
do clarão no céu não corresponde à trajectória do sol, tornando impossível
"ler a hora" em um relógio de sol durante a noite.
Ao inventar um detalhe
visual para dar precisão ao seu álibi, Vicente
denunciou-se que não estava apenas observando a tempestade, mas sim criando
uma história falsa e, situando a hora do crime naquela hora ... !
Beatriz Alegou ter ouvido, aquilo que lhe
pareceu, ser passos apressados a subir a
escadaria por volta das 21h20, ( isto atesta que só poderia ter sido o Vicente a subir depois de matar o tio ).
Com a falta de luz e a propriedade ás escuras , alguém a subir as escadas assim
apressadamente reforça a ideia de que,neste caso o Vicente , teria uma lanterna a mesma que utilizou para confrontar o
tio na escuridão e matá-lo .
Diz o Vicente ter ouvido um estampido seco , com tanta precisão e, vindo
do andar de baixo . É difícil isso atendendo à intensa trovoada na altura . E
também porque Beatriz no andar
térreo não ouviu absolutamente nada .
Detective Izadora | Detective Jeremias
Detetivesca | Dick Tracy | Didão
Inspector Rickyi | Mali | Mandrake Mágico
Smasher Smile | Super Heróis do Policiário
Veni Vidi Vici
💢 💢 💢
----- 49 -----
Arjacasa
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Inspector Moscardo | Veni Vidi Vici
----- 47 -----
Arco-Íris
----- 46 -----
Clóvis
----- 45 -----
Inspector 27797
----- 44 -----
Bela | Super Heróis do Policiário
O Pegadas | Paulo
Inspector do Reino | Mali
Pintinha
----- 36 -----
Smasher Smile
Didão | Pedro Monteiro | Rainha Katya
sexta-feira, 18 de setembro de 2026
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )
Casal Perfeito
Quando vim morar, para onde continuo até hoje, era uma miúda com 14 anos,
vim só com a minha mãe, já que o meu pai faleceu tinha eu 11, para um quarto
alugado, com serventias, como se dizia na altura.
Nesse tempo, no bairro havia tudo, nada como hoje, em que estes bairros
tradicionais, estão cada vez mais a desaparecer, pelo menos o que era um
conceito de bairro popular, este de que falo e onde vivo era o bairro de Santa Catarina, hoje Misericórdia.
Os vizinhos, conheciam-se todos, eram amigos, prontos a ajudar, mas também
muito dados a disse que disse, mas de que hoje tenho saudade.
Embora houvesse quase todo o comércio, havia aqui perto da minha casa, uma
tasca, onde além de vender vinho, tinha também inúmeros bens, a que as pessoas
recorriam, em casos de esquecimento ou falhas de última hora.
Ora, esta tasca, pertencia a um casal muito peculiar, ela mulher forte,
"grande" dominadora, quase sempre mal disposta e que mantinha ali o
marido, como um criado...
Ele, franzino, magrinho, sempre infeliz, anda sempre a "nove" a
mando dela, por ser um esquecido da sorte.
Certo dia, a minha mãe, teve de recorrer a essa loja, e quem a atendeu foi
o homem, muito "amarelinho" e solicito!
Lá de dentro (havia um quintalzinho ), ouviam-se os gritos da mulher,
ralhando com o marido por qualquer coisa, como era costume, vociferando mata-te
homem, já que és um desgraçado...
- A sua mãe, parece zangada consigo...
- Minha mãe, minha senhora, quem me dera… é a patroa...
- Oh coitado, quem tem de trabalhar...que remédio...é a vida...
- Não minha senhora, dizia ele numa voz quase inaudível:
- É minha mulher...
Muito envergonhada, continua a minha mãe: - Ah! O senhor é casado com
ela!!!
- Maldita hora, mais valia ter morrido, "aquilo" é uma
víbora..
Pronto, a minha mãe pagou e saiu, corada de vergonha, vindo contar-me aquele episódio. Passados alguns dias, encontrei-o eu, sentado nos degraus, da entrada da minha porta, quase chorando e lamentando-se: Agora por uma hora, fico aqui e já não vês, maldita...
Foram passando alguns tempos, sempre neste ritual, até que certo dia, a tasca não abriu, e esteve fechada muito tempo, até que reabriu só com a mulher, já com outros modos, mas sempre maldisposta...
E o marido?
O que constou, foi que ele se atirou á linha do comboio, e o certo é que nunca mais apareceu, nem foi visto...
Atualmente, a tasca já não existe, mas a mulher, está num Lar!
terça-feira, 15 de setembro de 2026
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
A primeira "Impressão Digital" da história
O Sistema Bertillon
Até ao início do século XX, a polícia científica
confiava cegamente no Antropometria (ou Sistema Bertillon),
criado pelo francês Alphonse Bertillon em 1879.
O princípio era simples: a estrutura óssea do corpo
humano adulto não muda e nenhuma pessoa tem exactamente as mesmas proporções que
outra. Os agentes mediam meticulosamente várias partes do corpo dos reclusos:
- Comprimento e largura da cabeça
- Comprimento do dedo médio esquerdo
- Comprimento do pé esquerdo
- Envergadura dos braços abertos
O sistema parecia infalível e era o orgulho das forças
policiais da época. Até ao dia em que a realidade pregou uma rasteira à
ciência.
O Caso de 1903
Em 1903, um homem chamado Will West deu entrada
na Penitenciária de Leavenworth, no Kansas (EUA). Ao fazer o registo, o
funcionário da prisão teve uma sensação estranha de déjà vu. Ele tinha a
certeza de que já tinha visto e medido aquele homem antes.
Will West negou, dizendo que era a sua primeira vez
naquela prisão. O funcionário, desconfiado, decidiu aplicar as medições de
Bertillon e procurar nos arquivos.
O que encontrou deixou toda a gente em choque:
- O Cartão de Registo: Havia um
cartão idêntico no arquivo.
- As Medidas: As dimensões do corpo eram exactamente as mesmas
(as diferenças eram milimétricas, dentro da margem de erro).
- A Fotografia: A cara do
homem no cartão antigo era a cópia cuspida do novo recluso.
Quando confrontado com o cartão antigo, o novo Will
West disse: "Essa é a minha foto, mas eu não sei onde a arranjou,
porque eu nunca estive aqui antes."
E ele estava a falar a verdade.
O funcionário foi investigar as celas e descobriu que
o homem do cartão antigo, chamado William West, já estava preso naquela
mesma penitenciária a cumprir uma pena por homicídio desde 1901!
Quando os dois homens foram colocados lado a lado, o
pessoal da prisão não conseguia acreditar. Eles não eram gémeos, não
tinham qualquer parentesco conhecido, mas eram clones visuais perfeitos e
tinham exactamente as mesmas medidas corporais.
O Sistema Bertillon, que dominava o mundo da
investigação criminal, tinha acabado de falhar rotundamente. Se um deles
cometesse um crime dentro ou fora da prisão, seria impossível provar qual deles
tinha sido com base nas medidas ou em testemunhas visuais.
As Impressões Digitais
Felizmente, a prisão de Leavenworth estava a par de
uma nova tecnologia experimental que vinha a ser desenvolvida na Europa por
cientistas como Francis Galton e Edward Henry: a Datiloscopia (a análise
dos desenhos nas pontas dos dedos).
Para resolver o impasse, a polícia decidiu recolher as
impressões digitais dos dois homens.
O Veredicto: Enquanto as
caras e os ossos eram idênticos, os padrões das linhas dos dedos de Will West e
William West eram completamente diferentes.
A partir desse momento, as autoridades perceberam que
a forma mais segura de identificar um ser humano não era medindo o seu corpo,
mas sim olhando para as pontas dos seus dedos. O caso dos dois West enterrou o
Sistema Bertillon e acelerou a adoção das impressões digitais como o padrão de
ouro da biometria criminal no mundo inteiro.