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quinta-feira, 16 de julho de 2026
quarta-feira, 15 de julho de 2026
( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )
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Já tive dois filhos, em simultâneo, a praticar desporto neste honroso Clube ao qual me habituei a estimar e a dar-lhe muitas horas do meu lazer... depois, um, formou-se, fez-se Homem nesta Colectividade e abandonou material e justificadamente as cores do CCFC. O outro, o mais jovem, por motivos vários, e porque outros horizontes lhe sorriram, também deixou de praticar desporto neste adorado Clube! Fiquei... eu, não só, nem abandonado, porque as pessoas que acompanho no meu Movimento Associativo me merecem a máxima consideração! Não sei, sinceramente, até quando estarei por cá, por aqui, a chateá-los com a minha presença, no entanto, quero apresentar-lhes, hoje, em vésperas de mais um final de ano, uma historieta vivida no interior do CCFC, daquelas que só os mais íntimos se habituaram a viver!... (Ai, que saudades eu tenho das “minis” na companhia do Horácio e do Paulo!...)
Então, aqui vai a história :
Sabem, os Pais mais confraternizadores, que em todos os grupos de atletas, após os treinos e os jogos, há sempre um determinado lote de jogadores que são sempre os últimos a saírem dos banhos, nos balneários, não é verdade?... Pois, bem, o meu filho mais novo, o João Luís Rodrigues (Hipopótamo, do ZOO do Cassapo), após os treinos... era sempre o último a abandonar o balneário, após a tomada do duche! Eu, e mais uns quantos Directores e outros Pais e também o Roupeiro Zé Duarte, habitualmente ficávamos no Bar a beber umas “minis” e a conversar... e eu, de vez em quando, perguntava pelo meu filho?... Bolas, o puto nunca mais se despacha... é sempre o último... é sempre a mesma coisa!... É uma MELGA, gritava o Vitalino! Passavam-se os dias, atrás de dias... e, o João, era sempre o último a sair das cabines e o pessoal, perguntava: -Então, a Melga, não aparece?... -Onde está a Melga? -Mas, porque é que o miúdo demora tanto tempo a vestir-se?, inquiria o Espinha?... -Vai lá ver como está a Melga, dizia o Zé Manel! -Ele, ainda está lá dentro do balneário, proferia, por vezes, o Zé Duarte. -Irra, o garoto é mesmo lento, a arranjar-se, salientava o João Peres...
Numa ocasião, em noite, plena de Inverno, gelada, a demora estava a passar dos limites... Nós, os mais velhos, estávamos entretidos com as “minis”, no entanto, comecei a assustar-me!... -Então, o puto nunca mais aparece... é mesmo Melga!... -Vamos ver o gajo, alguém disse. E fomos todos, direitinhos ao balneário, em passo apressado... À entrada da porta, ouvimos um barulho ensurdecedor, de um bater de chinelo na parede!... Surpreendidos, entrámos de rompante, na cabine!... Deparámos com o João, ainda todo nu e com o chinelo na mão, sustentado em cima de um dos bancos do balneário! Atónito, ele olhou para nós e exclamou: -Papá, consegui! Apanhei-a, finalmente! Matei a Melga!!! Já me atormentava há alguns dias!!! Cacei-a!!!
Pasmados, olhámos para
a parede e vimos uma Melga esborrachada pelo impacto do chinelo do
Hipopótamo!!! Fartámo-nos de rir!... Esta, está boa!
AFINAL... A MELGA, ERA... OUTRA!!!
Boa passagem de Ano e... até à
próxima.
Repórter de Ocasião (RO)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Quer ver o seu conto aqui publicado ? Envie-o para viroli@sapo.pt ! Desde já aqui fica o agradecimento por ter reservado algum do seu tempo para manter aqui a HORA do CONTO ... !
terça-feira, 14 de julho de 2026
segunda-feira, 13 de julho de 2026
após : 3. O Pequeno-almoço Inglês
Arco-Íris | Bela | Clóvis | Detective Jeremias
Mandrake Mágico | Os Super Heróis do Policiário
participações (02) | totalistas (02)
Detectivesca | EBento | EGO
Smasher Smile
Detective Vasofe
3. O pequeno-almoço inglês
1.Elsa
deve estar em frente à única janela, na linha 4, coluna 6
2.Isto
isola Briggs na única célula restante da cozinha
3.Isto
isola Alexander na única célula restante com cama
4.Isto
também isola Carissa na última célula ao lado de uma mesa
5.Isto
isola Diana na última célula ao lado da televisão
6.Isto
isola Vin , sozinho no Quarto de Hóspedes com Alexander
=» Alexander é o assassino
Aqui a sequência das posições e respectivos bloqueios :
Neste desfio Murdoku, o assassino foi o Alexander.
A VÍTIMA É VIN NO QUARTO DE HÓSPEDES , O ASSASSINO É ALEXANDER .
OS SUPER HERÓIS DO POLICIÁRIO
Quem matou foi ALEXANDER porque ficou sozinho com VIN, no espaço que sobra depois de preenchidas todas as outras casas.
A resposta é : ALEXANDER.
Quem matou foi o ALEXANDER, porque se encontra só com o VIN num aposento. Gosto deste entretenimento, mas penso que o prazo para envio de resposta é muito longo... isto resolve-se em minutos! Os prazos longos podem atrapalhar com as outras provas do policiário! Às vezes até nos podemos esquecer de participar no Murdoku. Parabéns e continue.
( Embora venham ai desafios de dificuldade maior, o prazo para as respostas vai ser tomado em consideração e vai mesmo ser mais curto , obrigado pela sugestão .)
O assassino é o Alexander , que estava no quarto de hóspedes sozinho com a vítima !
Alexander assassinou Vin no Quarto dos Hóspedes .
domingo, 12 de julho de 2026
MURDOKU | 4. Quatro Janelas
Os intervenientes
(*) pode fazer um simples rabisco deste quadro numa folha de papel
4. Quem foi o assassino ?
Quer fazer o download deste desafio 4.Quatro Janelas ?
sábado, 11 de julho de 2026
O Pormenor do
Meio-Gordo
O plano de Artur era, de facto, uma obra-prima de engenharia criminosa. Durante seis meses, ele estudou a rotina da ourivesaria Gomes & Filhos. Sabia a que horas o carro de valores recolhia o apurado, o tempo exacto de reação da esquadra local (sete minutos, se o trânsito ajudasse) e o ângulo morto da única câmara de segurança da rua traseira.
Naquela terça-feira chuvosa, tudo correu como o velhinho relógio que Artur trazia no pulso. Entrou de gabardina escura, luvas cirúrgicas e máscara. Não houve gritos, não houve sangue. Em menos de 120 segundos, tinha duas malas de cabedal cheias de relógios de alta gama e pedras preciosas. Saiu pelas traseiras, entrou no seu utilitário cinzento — o carro mais banal e invisível da cidade — e conduziu calmamente, cumprindo todos os limites de velocidade.
Às 20h30, Artur estava no seu esconderijo: um rés-do-chão num bairro pacato nos arredores. O crime perfeito estava consumado. Nenhuma pista, nenhuma impressão digital, nenhum rosto gravado. O azar dos donos da ourivesaria; a sorte dele.
Satisfeito, Artur percebeu que a adrenalina lhe tinha aberto o apetite. Abriu o frigorífico e viu que só tinha restos de pizza. Decidiu fazer um café com leite para acompanhar, mas o pacote de leite estava vazio. Com os milhões trancados no roupeiro, retirado que tinha sido apenas um elegante relógio suíço que prontamente meteu no pulso em substituição do seu velhinho relógio, o homem que tinha acabado de fintar a polícia sentiu a urgência de um capricho simples: um copo de leite quente com café , antes de dormir.
Vestiu um casaco limpo, enfiou uma nota de cinco euros no bolso e caminhou duzentos metros até à mercearia de conveniência da esquina, aberta 24 horas.
Entrou, dirigiu-se à arca frigorífica, agarrou num pacote de leite meio-gordo e avançou para o balcão. O funcionário, um jovem sonolento com auscultadores no pescoço, registou o produto:
— Um euro e vinte, por favor.
Artur meteu a mão ao bolso, puxou a nota e entregou-a. Foi nesse milésimo de segundo que o acaso se vestiu de farda.
A porta da loja abriu-se com o soar de uma sineta. O Inspector Alfama, da Brigada de Investigação Criminal, entrou a sacudir a água da chuva do casaco. Alfama não estava ali para caçar o assaltante da ourivesaria; estava a meio de um turno de doze horas, de rastreio a um caso de contrafacção do outro lado da cidade, e só queria um maço de tabaco e pastilhas elásticas.
Artur, com os nervos ainda à flor da pele pelo golpe da tarde, congelou ao ver o distintivo no cinto do homem que entrava. O seu coração falhou uma batida. Tentassem manter a calma, mas o corpo trai. Ao receber o troco do funcionário da mercearia, as mãos de Artur — as mesmas mãos firmes que tinham esvaziado as vitrines da ourivesaria sem tremer — vacilaram. As moedas caíram no balcão e uma delas rolou para o chão, batendo bota do Inspector Alfama.
Alfama, por puro reflexo de cortesia, baixou-se para apanhar a moeda de cinquenta cêntimos. Quando se levantou para a entregar, olhou nos olhos de Artur. Viu a pupila dilatada, o suor frio na testa apesar do frio lá fora, e o mais importante: um minúsculo reflexo dourado no punho do casaco de Artur.
Preso no tecido do casaco, quase invisível, estava um minúsculo fio de nylon com uma etiqueta de preço vermelha, daquelas usadas para marcar joias. O tipo de etiqueta que a Gomes & Filhos usava exclusivamente na sua coleção de luxo. Alfama tinha estado no local do crime duas horas antes a recolher os primeiros depoimentos. Lembrava-se da cor das etiquetas porque uma delas tinha ficado caída no balcão da ourivesaria.
O olhar de Alfama desceu para o relógio de Artur. Um cronógrafo suíço de edição limitada, cujo número de série verificou depois, coincidir com a lista que o proprietário roubado acabara de ditar à polícia. Artur tinha-se esquecido que tirara o seu próprio relógio e o substituíra anteriormente por aquele relógio de luxo, um dos mesmo que tinha sido fruto do assalto .
— Bonito relógio — disse Alfama, com a voz calma de quem acabou de decifrar um enigma. — E o leite meio-gordo faz muito bem aos ossos. Mas acho que vamos ter de fazer uma paragem antes de ir para casa.
Artur não reagiu. Olhou para o pacote de leite na sua mão e percebeu, finalmente, a grande lição do crime: podemos planear tudo contra os homens, mas não há plano que sobreviva ao acaso.

