| NÃO ESQUECER |
quinta-feira, 17 de setembro de 2026
quarta-feira, 16 de setembro de 2026
( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )
Casal Perfeito
Quando vim morar, para onde continuo até hoje, era uma miúda com 14 anos,
vim só com a minha mãe, já que o meu pai faleceu tinha eu 11, para um quarto
alugado, com serventias, como se dizia na altura.
Nesse tempo, no bairro havia tudo, nada como hoje, em que estes bairros
tradicionais, estão cada vez mais a desaparecer, pelo menos o que era um
conceito de bairro popular, este de que falo e onde vivo era o bairro de Santa Catarina, hoje Misericórdia.
Os vizinhos, conheciam-se todos, eram amigos, prontos a ajudar, mas também
muito dados a disse que disse, mas de que hoje tenho saudade.
Embora houvesse quase todo o comércio, havia aqui perto da minha casa, uma
tasca, onde além de vender vinho, tinha também inúmeros bens, a que as pessoas
recorriam, em casos de esquecimento ou falhas de última hora.
Ora, esta tasca, pertencia a um casal muito peculiar, ela mulher forte,
"grande" dominadora, quase sempre mal disposta e que mantinha ali o
marido, como um criado...
Ele, franzino, magrinho, sempre infeliz, anda sempre a "nove" a
mando dela, por ser um esquecido da sorte.
Certo dia, a minha mãe, teve de recorrer a essa loja, e quem a atendeu foi
o homem, muito "amarelinho" e solicito!
Lá de dentro (havia um quintalzinho ), ouviam-se os gritos da mulher,
ralhando com o marido por qualquer coisa, como era costume, vociferando mata-te
homem, já que és um desgraçado...
- A sua mãe, parece zangada consigo...
- Minha mãe, minha senhora, quem me dera… é a patroa...
- Oh coitado, quem tem de trabalhar...que remédio...é a vida...
- Não minha senhora, dizia ele numa voz quase inaudível:
- É minha mulher...
Muito envergonhada, continua a minha mãe: - Ah! O senhor é casado com
ela!!!
- Maldita hora, mais valia ter morrido, "aquilo" é uma
víbora..
Pronto, a minha mãe pagou e saiu, corada de vergonha, vindo contar-me aquele episódio. Passados alguns dias, encontrei-o eu, sentado nos degraus, da entrada da minha porta, quase chorando e lamentando-se: Agora por uma hora, fico aqui e já não vês, maldita...
Foram passando alguns tempos, sempre neste ritual, até que certo dia, a tasca não abriu, e esteve fechada muito tempo, até que reabriu só com a mulher, já com outros modos, mas sempre maldisposta...
E o marido?
O que constou, foi que ele se atirou á linha do comboio, e o certo é que nunca mais apareceu, nem foi visto...
Atualmente, a tasca já não existe, mas a mulher, está num Lar!
terça-feira, 15 de setembro de 2026
segunda-feira, 14 de setembro de 2026
A primeira "Impressão Digital" da história
O Sistema Bertillon
Até ao início do século XX, a polícia científica
confiava cegamente no Antropometria (ou Sistema Bertillon),
criado pelo francês Alphonse Bertillon em 1879.
O princípio era simples: a estrutura óssea do corpo
humano adulto não muda e nenhuma pessoa tem exactamente as mesmas proporções que
outra. Os agentes mediam meticulosamente várias partes do corpo dos reclusos:
- Comprimento e largura da cabeça
- Comprimento do dedo médio esquerdo
- Comprimento do pé esquerdo
- Envergadura dos braços abertos
O sistema parecia infalível e era o orgulho das forças
policiais da época. Até ao dia em que a realidade pregou uma rasteira à
ciência.
O Caso de 1903
Em 1903, um homem chamado Will West deu entrada
na Penitenciária de Leavenworth, no Kansas (EUA). Ao fazer o registo, o
funcionário da prisão teve uma sensação estranha de déjà vu. Ele tinha a
certeza de que já tinha visto e medido aquele homem antes.
Will West negou, dizendo que era a sua primeira vez
naquela prisão. O funcionário, desconfiado, decidiu aplicar as medições de
Bertillon e procurar nos arquivos.
O que encontrou deixou toda a gente em choque:
- O Cartão de Registo: Havia um
cartão idêntico no arquivo.
- As Medidas: As dimensões do corpo eram exactamente as mesmas
(as diferenças eram milimétricas, dentro da margem de erro).
- A Fotografia: A cara do
homem no cartão antigo era a cópia cuspida do novo recluso.
Quando confrontado com o cartão antigo, o novo Will
West disse: "Essa é a minha foto, mas eu não sei onde a arranjou,
porque eu nunca estive aqui antes."
E ele estava a falar a verdade.
O funcionário foi investigar as celas e descobriu que
o homem do cartão antigo, chamado William West, já estava preso naquela
mesma penitenciária a cumprir uma pena por homicídio desde 1901!
Quando os dois homens foram colocados lado a lado, o
pessoal da prisão não conseguia acreditar. Eles não eram gémeos, não
tinham qualquer parentesco conhecido, mas eram clones visuais perfeitos e
tinham exactamente as mesmas medidas corporais.
O Sistema Bertillon, que dominava o mundo da
investigação criminal, tinha acabado de falhar rotundamente. Se um deles
cometesse um crime dentro ou fora da prisão, seria impossível provar qual deles
tinha sido com base nas medidas ou em testemunhas visuais.
As Impressões Digitais
Felizmente, a prisão de Leavenworth estava a par de
uma nova tecnologia experimental que vinha a ser desenvolvida na Europa por
cientistas como Francis Galton e Edward Henry: a Datiloscopia (a análise
dos desenhos nas pontas dos dedos).
Para resolver o impasse, a polícia decidiu recolher as
impressões digitais dos dois homens.
O Veredicto: Enquanto as
caras e os ossos eram idênticos, os padrões das linhas dos dedos de Will West e
William West eram completamente diferentes.
A partir desse momento, as autoridades perceberam que
a forma mais segura de identificar um ser humano não era medindo o seu corpo,
mas sim olhando para as pontas dos seus dedos. O caso dos dois West enterrou o
Sistema Bertillon e acelerou a adoção das impressões digitais como o padrão de
ouro da biometria criminal no mundo inteiro.
sábado, 12 de setembro de 2026
Mitos e Verdades sobre a Criminalidade
1. Imigração e Aumento do Crime
Mito: A chegada de imigrantes
faz disparar as taxas de criminalidade de um país.
Verdade: Dados oficiais e
relatórios de segurança (como os de Portugal) mostram que o aumento geral da
criminalidade não está associado à comunidade imigrante. Os estudos
sociológicos indicam que as taxas de delinquência entre imigrantes são,
frequentemente, semelhantes ou inferiores às da população nativa.
2. Doença Mental e Violência
· Mito: A maioria dos crimes
violentos é cometida por pessoas com perturbações mentais graves.
· Verdade: A grande maioria das
pessoas com doenças mentais não é violenta e tem muito mais probabilidade de
ser vítima de crimes do que autora. Os factores de risco para a violência estão
mais ligados ao consumo de substâncias, histórico de agressividade e contextos
socioeconómicos desfavoráveis.
3. Pena de Morte e Efeito dissuasor
· Mito: A pena de morte reduz os
crimes violentos e assusta os criminosos.
· Verdade: Não existem provas a nível
mundial de que a pena de morte tenha um efeito dissuasor real na criminalidade.
Países ou estados que aplicam este tipo de pena continuam a registar taxas de
homicídio comparáveis ou superiores aos territórios que a aboliram.
4. Pobreza e Criminalidade
· Mito: Todo o pobre é um
criminoso em potencial ou a pobreza é a única causa do crime.
· Verdade: A pobreza e a exclusão
social são factores de risco importantes, mas não determinantes. A vasta maioria
das pessoas em situação de pobreza cumpre a lei. O crime resulta de uma
combinação complexa de falhas institucionais, oportunidades ilícitas e redes organizadas,
não de uma condição financeira isolada.
5. O Papel Exclusivo das Cadeias
· Mito: Construir mais prisões
resolve o problema da segurança pública de forma definitiva.
· Verdade: O encarceramento em massa
sem políticas de reinserção social e prevenção primária não elimina a
criminalidade. Especialistas apontam que o sistema exige um equilíbrio entre
investigação eficiente, justiça célere e programas sociais de apoio a jovens em
risco
sexta-feira, 11 de setembro de 2026
( aqui no blogue ... ocasionalmente )
A ENTREVISTA
O despertador tocou às seis
da manhã. O Eduardo deu um pulo da cama, tomou um café a correr, vestiu o fato
que tinha mandado passar no dia anterior e consultou o relógio três vezes. Era a
entrevista da vida dele: a oportunidade perfeita para ser o novo Director de
Operações de uma grande multinacional.
Estudou o percurso no GPS
para evitar todo o trânsito da cidade, chegou ao edifício com 20 minutos de
antecedência e reviu mentalmente todas as respostas sobre liderança, gestão de
crises e resiliência. Na sala de espera, ajeitou a gravata, treinou um sorriso
confiante e respirou fundo.
— Bom dia! Estou
absolutamente pronto para mostrar por que sou o elemento ideal para fazer progredir esta empresa.
O entrevistador olhou para
ele, piscou os olhos lentamente, olhou para o currículo na mesa e respondeu:
— Acredito seriamente que
sim, Eduardo... Mas o teste de vestuário era só para a semana. Hoje é domingo e
eu sou apenas o segurança do prédio.
quinta-feira, 10 de setembro de 2026
quarta-feira, 9 de setembro de 2026
MURDOKU - Idade Média | .1 Estalagem da Estrada
Os intervenientes
ALICE | BART |
CLEMENTIA | DUNCAN | ELIJAH | VAUGN
do MURDOKU - Idade Média
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