| PT - 04 |
Tendo como ponto de partida os preços abaixo referidos , será capaz de calcular qual o preço de cada peça e assim logo como o preço do fato completo ... ?! Poderá dar a sua opinião aqui nos comentários .
| A T E N Ç Ã O - A T E N Ç Ã O - A T E N Ç Ã O |
Como até a esta data já foram recebidas algumas soluções, ( PC – 04 ) e face a
esta alteração, quem quiser reavaliar a solução enviada pode obviamente fazê-lo . Obrigado !
( aqui no blogue ... ocasionalmente )
Agenda Nova
Vou agora transferir nomes e
endereços para uma agenda nova, pois a antiga ficou também toda molhada quando
me lancei à água, com roupa e tudo, para apanhar a minha escova de dentes que havia caído ao mar. Uns nomes
ficarão: outros não quero mais.
Na letra A deixemos ficar o Antonio’s,
onde tenho ido ultimamente depois de longo afastamento. Manolo e eu nos
entendemos e estimamos; os garçons me tratam com carinho, e 30% dos clientes
são meus amigos do peito. Além disso, tantas foram as aventuras que vivi ali,
quando era o meu bar de estimação, ou meu “escritório” — de tantos
acontecimentos participei, tanto sofrimento escutei, tantos amores encontrei...
Não, o Antonio’s não se joga fora: há ali um livro que cedo ou tarde vou
escrever.
Temos em seguida isto: Aninha
(?) Degrau, e um número telefónico. São tantas as Aninhas de Sacavém, gente
boa; como vou saber quem é essa? E lhe direi o quê? Além do mais, ela já deve
estar casada com um senhor ciumento; minha ligação pode resultar num drama
conjugal. Deixemos então Aninha entre as que passaram na minha vida. Mesmo
porque me sinto muito bem casado e não pretendo aborrecer a minha mulher. Os
demais da letra A são todos pessoas finas; vão todos para o novo caderno. Mas
da letra C vai sair um que se tornou meu amigo, quase um irmão, e depois se
afastou e nunca me explicou a razão desse afastamento. Procuro na memória e não
encontro nenhum indício de que o tenha magoado. De vez em quando sei de
notícias suas pelos jornais: anda aí pelos iates da vida, e vai ver que
simplesmente se cansou de frequentar a ralé. Não posso fazer nada, mas que me
dói, dói.
Essa de Alenquer é doida. Entrou
na minha casa com um senhor de Aljustrel, instalaram-se no meu escritório,
fizeram amor cinco dias seguidos e depois foram embora e nunca mais se tocou no
assunto. Quando telefono, me dizem que ela não mora mais em Alenquer e que não
sabem, nem querem saber em que parte deste mundo se encontra agora. Esta outra
tentou suicídio; uma que é doidinha, encantadoramente doida, a mãe dela não
gosta de mim e sempre me trata grosseiramente. Convém riscar.
A Soninha, tão graciosa, casou
com um marroquino e me disseram outro dia que moram actualmente em Katmandu.
Enfim, vamos até a letra Z e há
três pessoas que estimo por igual. Ficarão aqui. E eu fico também por aqui,
pois se há uma coisa que detesto é telefonar. Eles, se quiserem, que me
liguem...
Três velhotes conversavam...
- Tenho 75 anos, mas estou em plena forma. Só o meu estômago e que anda a
falhar um pouco. No outro dia comi uma feijoada, e depois senti-me meio pesado,
sonolento...
Diz o segundo:
- Eu tenho 78 e também estou bem, mas acho que minhas pernas andam a fraquejar.
Ontem joguei uma partidita de futebol na praia, depois nadei uns 2 quilómetros
e, à noite, as minhas pernas estavam um pouco doridas...
Diz o terceiro:
- Já eu, tenho 80 anos. Não tenho esses problemas, mas a minha memória está a
começar a falhar. Ontem, de madrugada, bati à porta do quarto da empregada, ela
acordou meio assustada e disse:
"Que é isso, Sr. Silva ? Outra vez ?"
( aqui no blogue mensalmente no 1.º Sábado de cada mês )
Que mulher bizarra – pensou o Inspector Alfama – que
viveu sempre neste conjunto invulgar de coisas preciosas e fancarias .
O corpo da encantadora actriz Madalena Simões, que haviam encontrado
apunhalada, acabava de ser transportado para o Instituto de Medicina Legal .
Os únicos sinais evidentes do crime eram um punhal chinês , ensanguentado, e
grandes manchas de sangue ao centro do sofá, escondidas pelo corpo da
assassinada, sacos de compras junto ao sofá e uns sapatos atirados para um
canto.
( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )
O Mascarado
HOJE, de manhã, decidi-me a visitar uma
nova Superfície Comercial,de Géneros Alimentícios, que abriu há uns tempos…, na
Zona do Feijó/Cova da Piedade e… nunca lá… tinha efectuado compras! Subi a
rampa de acesso e estacionei o carro em lugar devido, bastante espaçado, sem
nenhum veículo nas proximidades! Coloquei a máscara obrigatória… e entrei no
Supermercado. Lá dentro senti-me tranquilo, arejado, aliviado… liberto… devido
ao espaço que frequentava! Peguei num carrinho para colocar as compras e…
avancei! Após escolher alguns volumes e pacotes de vários produtos… a sensação
de liberdade, de sossego absoluto e PAZ evaporou-se, assolou-se e
transformou-se em inquietação… depois… tormento e a seguir a instabilidade
total apoderou-se dos meus pensamentos e o mais importante, para mim, naquele
momento…, era desaparecer dali… para fora!
…Isto... porque comecei a sentir-me observado por um Homem, inevitavelmente de máscara, por sinal negra, semelhante à minha…, mais ou menos da minha estatura mas... visivelmente mais magro! Não era impressão minha… foi realidade! O Homem que vestia uma camisa de cor azul-bebé com quadrados cremes… não parava de me seguir… Fui para a secção da carne e ele… sempre atrás de mim! Olhei-o de soslaio e o tipo fitou-me! “Mau”… pensei para os meus botões! Dirigi-me ao lugar dos leites e… por momentos deixei de o ver… aquele estranho Homem, com cabelos longos, penteados para trás, que parecia… seguir-me! Se calhar… seria confusão minha! Na caixa do pagamento… quando me apercebi… ele estava mesmo atrás de mim… “que coisa…” pensei. “Isto ainda vai acabar… mal…” voltei a matutar!
…Fiquei estarrecido! Pensei em tudo, naquele momento, porque não se via, ali, mais ninguém… “Mas… o que é isto?” “Vou ser assaltado?” “Vou levar um tiro?” e por momentos deixei de ver
…..oooooOOOOOooooo…..
…ESTONTEADO… caí em mim, como que acordado dum suposto pesadelo…, ouvindo as palavras do Homem… que me disse: “-Viva, desculpe-me! Mas o senhor não é o Luís Rodrigues das “Publicações-RO”? Eu sou o José Fernando Caetano! Somos Amigos do Facebook e também sou Amigo do Valdemar!”
Eu… sem nada (ainda) dizer… o Homem continuou a falar… “Estava a ver se tinha a certeza que era você!” (sorriu) “Com a máscara estava difícil… não tinha a certeza!” “Olhe aqui… a minha identificação! Sou Taxista! Aquele é o meu veículo!” “Costumo acompanhar as suas Publicações que admiro muito!”
Então… respondi. “Ah… ok! Sim. Muito prazer! Sou eu mesmo!” Cumprimentamo-nos, com a devida prevenção… que o momento actual, em que todos vivemos, assim aconselha… e só não nos preocupámos quando nos juntámos para a “Selfie” da praxe! Afinal de contas... foi um momento muito giro… para mais tarde… se recordar!
DEDICATÓRIA :
Com os meus Cumprimentos e um grande abraço, para José Fernando Caetano, António Valdemar Pinto, Telmo Malanho Rodrigues e a todos aqueles que de uma maneira dedicada e entusiasmante gostam de me ler e de algum modo acompanham as Publicações-RO! (RO)
Repórter de Ocasião (12 de Agosto de 2020)
NOTA – O
Repórter de Ocasião opta por escrever os seus textos na ortografia antiga.