( aqui no blogue mensalmente ás 4ª. feiras )
>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>
Já tive dois filhos, em simultâneo, a praticar desporto neste honroso Clube ao qual me habituei a estimar e a dar-lhe muitas horas do meu lazer... depois, um, formou-se, fez-se Homem nesta Colectividade e abandonou material e justificadamente as cores do CCFC. O outro, o mais jovem, por motivos vários, e porque outros horizontes lhe sorriram, também deixou de praticar desporto neste adorado Clube! Fiquei... eu, não só, nem abandonado, porque as pessoas que acompanho no meu Movimento Associativo me merecem a máxima consideração! Não sei, sinceramente, até quando estarei por cá, por aqui, a chateá-los com a minha presença, no entanto, quero apresentar-lhes, hoje, em vésperas de mais um final de ano, uma historieta vivida no interior do CCFC, daquelas que só os mais íntimos se habituaram a viver!... (Ai, que saudades eu tenho das “minis” na companhia do Horácio e do Paulo!...)
Então, aqui vai a história :
Sabem, os Pais mais confraternizadores, que em todos os grupos de atletas, após os treinos e os jogos, há sempre um determinado lote de jogadores que são sempre os últimos a saírem dos banhos, nos balneários, não é verdade?... Pois, bem, o meu filho mais novo, o João Luís Rodrigues (Hipopótamo, do ZOO do Cassapo), após os treinos... era sempre o último a abandonar o balneário, após a tomada do duche! Eu, e mais uns quantos Directores e outros Pais e também o Roupeiro Zé Duarte, habitualmente ficávamos no Bar a beber umas “minis” e a conversar... e eu, de vez em quando, perguntava pelo meu filho?... Bolas, o puto nunca mais se despacha... é sempre o último... é sempre a mesma coisa!... É uma MELGA, gritava o Vitalino! Passavam-se os dias, atrás de dias... e, o João, era sempre o último a sair das cabines e o pessoal, perguntava: -Então, a Melga, não aparece?... -Onde está a Melga? -Mas, porque é que o miúdo demora tanto tempo a vestir-se?, inquiria o Espinha?... -Vai lá ver como está a Melga, dizia o Zé Manel! -Ele, ainda está lá dentro do balneário, proferia, por vezes, o Zé Duarte. -Irra, o garoto é mesmo lento, a arranjar-se, salientava o João Peres...
Numa ocasião, em noite, plena de Inverno, gelada, a demora estava a passar dos limites... Nós, os mais velhos, estávamos entretidos com as “minis”, no entanto, comecei a assustar-me!... -Então, o puto nunca mais aparece... é mesmo Melga!... -Vamos ver o gajo, alguém disse. E fomos todos, direitinhos ao balneário, em passo apressado... À entrada da porta, ouvimos um barulho ensurdecedor, de um bater de chinelo na parede!... Surpreendidos, entrámos de rompante, na cabine!... Deparámos com o João, ainda todo nu e com o chinelo na mão, sustentado em cima de um dos bancos do balneário! Atónito, ele olhou para nós e exclamou: -Papá, consegui! Apanhei-a, finalmente! Matei a Melga!!! Já me atormentava há alguns dias!!! Cacei-a!!!
Pasmados, olhámos para
a parede e vimos uma Melga esborrachada pelo impacto do chinelo do
Hipopótamo!!! Fartámo-nos de rir!... Esta, está boa!
AFINAL... A MELGA, ERA... OUTRA!!!
Boa passagem de Ano e... até à
próxima.
Repórter de Ocasião (RO)
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
Quer ver o seu conto aqui publicado ? Envie-o para viroli@sapo.pt ! Desde já aqui fica o agradecimento por ter reservado algum do seu tempo para manter aqui a HORA do CONTO ... !