quinta-feira, 30 de julho de 2026

 

( aqui no blogue ... ocasionalmente )

O Flagrante na Calada da Noite

| possível SOLUÇÃO + ... |

Se você desafiou alguém ou apenas entender o que foi "de propósito", aqui estão os principais erros do texto:

  • Contradições lógicas: "A lua cheia iluminava a escuridão completa daquela noite sem estrelas" (se a lua iluminava, não estava em escuridão completa).
  • Erros de Português: "estavão" (o correto é estavam
  • Paradoxo do silêncio: Eles queriam fazer "o menor barulho possível" enquanto "gritavam: Parado! Polícia!".
  • Física impossível: O colar caiu da mão dele, mas "já estava escondido dentro da mochila fechada".
  • Procedimento policial bizarro: Prender as algemas nos tornozelos do bandido em movimento.
  • Lanterna mágica: O sargento apontou a "lanterna desligada" para o rosto do suspeito para vê-lo.
  • Erro jurídico 1: O sargento diz "pegamos você antes de cometer o crime", mas o Cleiton já tinha invadido a casa e pego as jóias.
  • Paradoxo da sirene: Levaram a viatura com a "sirene desligada, embora o som estridente ecoasse por toda a avenida".
  • Erro jurídico 2 (Final): O narrador diz que ele passaria "longos anos atrás das grades", mas termina dizendo que ele "apenas levou uma advertência do juiz no dia seguinte" e foi libertado.
| Proposta de solução de ARJACASA |

Este enigma é muito divertido porque mistura impossibilidades físicas, jurídicas e lógicas. O objetivo parece ser encontrar todas as incoerências do texto.

Eis as que identifiquei:


1. Lua cheia... mas sem estrelas ⭐⭐⭐⭐⭐

"A lua cheia iluminava a escuridão completa daquela noite sem estrelas."

Uma Lua Cheia ilumina bastante o céu, mas não provoca uma escuridão completa.

Além disso, numa noite limpa com Lua Cheia normalmente continuam a ver-se muitas estrelas (embora menos do que sem Lua).


2. Prisão antes do crime ⭐⭐⭐⭐⭐

O Sargento afirma:

"Menos mal que apanhámos você antes mesmo de cometer o crime."

Mas Carlão já tinha:

  • arrombado uma janela;
  • entrado na casa;
  • apoderado-se do colar;
  • colocado o colar na mochila.

O crime já estava consumado.


3. O colar escondido dentro da mochila fechada ⭐⭐⭐⭐

"...largou o colar de diamantes que já estava escondido dentro da sua mochila fechada."

Se o colar estava:

  • escondido;
  • dentro da mochila;
  • e a mochila estava fechada,

não poderia simplesmente "largá-lo" no susto.


4. Algemas nos tornozelos ⭐⭐⭐⭐⭐

"...sacou suas algemas e as prendeu nos tornozelos do bandido..."

As algemas destinam-se aos pulsos.

Existem dispositivos próprios para tornozelos (grilhões), mas não é o procedimento normal de uma detenção.


5. Lanterna desligada ⭐⭐⭐⭐⭐

"...apontando sua lanterna desligada para o rosto..."

Uma lanterna desligada não ilumina ninguém.


6. Sirene desligada... mas a tocar ⭐⭐⭐⭐⭐

"...na viatura com a sirene desligada, embora o som estridente ecoasse..."

Impossível.


7. Flagrante delito ⭐⭐⭐

Dizem:

"Você está preso em flagrante delito!"

Isto está correto.

Mas logo depois afirmam:

"antes mesmo de cometer o crime."

As duas frases contradizem-se.


8. Réu primário... longos anos atrás das grades ⭐⭐⭐⭐⭐

O texto termina:

"Carlão passaria longos anos atrás das grades..."

e logo a seguir:

"...apenas levou uma advertência do juiz no dia seguinte."

As duas consequências são incompatíveis.


9. Agilidade sem precedentes ⭐⭐

É um exagero literário.

Não é propriamente um erro.


10. Entram silenciosamente... enquanto gritam ⭐⭐⭐⭐

"...fazendo o menor barulho possível enquanto gritavam..."

Gritar não é fazer o menor barulho possível.


11. "Largou o colar"

Mesmo admitindo que abriu a mochila, o texto diz que ele ficou assustado e largou o colar.

Se estava escondido, primeiro teria de retirar o colar da mochila.


A minha lista final

Eu apontaria 10 erros principais:

1.   Lua cheia e escuridão completa.

2.   Noite sem estrelas.

3.   Colar escondido numa mochila fechada mas "largado".

4.   Crime ainda não cometido.

5.   Algemas nos tornozelos.

6.   Lanterna desligada.

7.   Sirene desligada mas audível.

8.   Entrar em silêncio enquanto gritam.

9.   Réu primário recebe apenas advertência mas "passará longos anos preso".

10.               Contradição entre flagrante delito e "antes de cometer o crime".


Há ainda um pormenor curioso

O texto diz:

"Carlão tomou um susto tão grande..."

Ora, se os polícias já estavam à espreita há duas horas, e viram o arrombamento, talvez fosse mais prudente aguardarem que ele saísse da casa para o deter, preservando melhor as provas e reduzindo o risco de confronto. Não é um erro propriamente dito, mas é um detalhe operacional que um polícia experiente poderia comentar.

No conjunto, parece-me um excelente enigma para encontrar contradições propositadas. Eu diria que o autor escondeu cerca de 10 ou 11 erros, e penso que conseguimos identificar praticamente todos.


Arjacasa

            Clube Livro Policial 

( aqui no blogue quinzenalmente ás 5ª.s feiras )

E assim, com mais esta publicação , vamos continuar aqui neste Blogue “ MOMENTO DO POLICIÁRIO ” , a partilhar alguns Livros Policiais de Aventura, Mistério e Suspense , de nomes bem conhecidos , outros nem tanto, de todos nós , em formato PDF !

Esta semana a obra escolhida é de WILKIE COLLINS ,  um nome que dispensa apresentações !

Desfrutem simplesmente .





quarta-feira, 29 de julho de 2026

 

após : 4. Quatro Janelas

participações (04) | totalistas (04)
Arco-Íris | Bela | Clóvis | Detective Jeremias
D.Capote | Detective Izadora | Detective Verdinha
Dick Tracy | Faria | Inspector 27797 | Inspector Moscardo
Inspector do Reino | Inspetor Boavida
Mandrake Mágico
Os Super Heróis do Policiário

participações (04) | totalistas (03)
Mali | Pintinha

participações (03) | totalistas (03)
Smasher Smile

participações (04) | totalistas (02)
Paulo

participações (02) | totalistas (02)
Detectivesca | EBento  | EGO |  Inspector Ryckyi

participações (01) | totalistas (00)
Detective Vasofe


4.  Quatro Janelas

1.Há apenas quatro células que não estão junto a uma parece, e três delas não pode ser ocupadas . Por isso D deve estar na que resta : linha 2 , coluna 5 .

2.Isto isola B na última cadeira restante .

3.Isto isola E na última célula ao lado de uma planta .

4.Isto também coloca C na coluna 1, em frente a uma das janelas .

5.Isto isola A no último canto disponível .

6.Isto isola C na linha 6, o que isola V na Sala de Estar .

7.V estava sozinho com A na Sala de Estar.


António é o assassínio !


Aqui a sequência das posições e respectivos bloqueios :



1 : Dahlia + 2 : Ben + 3 : Emmy + 4 : António+ 5 :Chelsea


| PARTICIPAÇÕES |

DETECTIVE VERDINHA
Neste desafio nº. 4, o assassino é o António, que estava sózinho com a Valéria na sala de estar.

ARCO-ÍRIS

Assassino : António, porque só pode estar só com a vítima, Valéria, na Sala de Estar e ele está em cima, no canto direito.



CLÓVIS

O assassino foi o António!

INSPECTOR RYCKYI 

O Assassino, desta vez... chama-se ANTÓNIO !

FARIA



I
NSPECTOR 27797 




INSPETOR BOAVIDA
 Dália está deitada no quarto principal.

Ben e Emmy são dois hóspedes… e tal.

Chelsea está à janela na casa de banho

E António num canto na sala de estar,

Onde está a Valéria para… ele matar!

Credo! Nunca vi crime tão estranho!!!


PINTINHA

O assassino é o António.


PAULO
A minha solução é Emmy .

DETECTIVE JEREMIAS




DICK TRACY

O assassino da Valéria terá sido o António.



BELA
Quem assassinou a Valéria na Sala de Estar, foi o António .


DETECTIVE IZADORA

Neste Murdoku 4. quem assassinou a Valéria foi o António .

D.CAPOTE

De acordo com as regras , o assassino foi o : ANTÓNIO.

MANDRAKE MÁGICO
Cumprimentos mágicos, com a minha resposta e por aqui em casa todos gostamos do Murdoku pelo que a minha querida Princesa Narda e o meu fiel companheiro Lothar também querem participar e nós combinamos que em cada concurso será só um de nós a decifrar o enigma. Deste vez calhou-me a mim a fava pelo que aqui remeto o meu mapa culpando o António.


Princesa Narda
: 
Se o meu querido Mandrake o afirma quem sou eu para duvidar ? Quem matou foi o António que apanhou a Valéria sozinha na Sala. 

Lothar : António e Valéria sozinhos na sala de Estar deu crime. Se a Valéria é a vítima o assassino é o António. Gosto disto. Espero não me espalhar no próximo porque sou eu a descobrir o assassino.


INSPECTOR DO REINO

António assassinou Valéria na Sala de Estar .

MALI

Aqui estou a responder a mais este desafio: O assassino é o ANTÓNIO.

OS SUPER HERÓIS DO POLICIÁRIO

Quem foi o assassino?

Foi: ANTÓNIO

 

Oh, António

Se queres matar e não tens par

Chama o António, chama o António

Se escolheres a Valéria

Chama o António, chama o António

Se mataste por alegria

A Valéria, A Valéria,

E queres poucos anos de prisão

Oh, António, confessa o crime, pois então!


INSPECTOR MOSCARDO
Agora a propósito do Murdoku 4. Aí vai... O António é o assassino . Fez o crime na sala de estar , a vítima é Valéria .



SMASHER SMILE
No quarto de hóspedes
Todo à prova de som
A Emmy e o Ben
Entretidos no bem-bom

No quarto a Dahlia dormia
O sono que o corpo quer
E a Chelsea na casa de banho
Fazia o seu clíster

Então na sala de estar
Sem qualquer consideração
O António matou Valeria
Queria o comando da televisão


Agradeço a todos , o terem participado neste desafio

terça-feira, 28 de julho de 2026

 AMANHÃ ... A NÃO PERDER AQUI
SOLUÇÃO e PARTICIPAÇÕES

É extraordinário notar como o nível de apresentação das soluções dos participantes tem subido em cada desafio .
Não se trata já de apenas de enviar uma resposta funcional , o que bastaria e como se pede, mas sim o de desafiar o óbvio .

Ver estas participações na procura da originalidade é a prova de que a inovação não acontece por acaso—ela é o resultado directo da paixão, do empenho e da ousadia de cada um em pensar fora da caixa. O resultado não poderia ser outro: soluções apresentadas de forma surpreendente que elevam a barra do projecto , iniciado com o lançamento do MURDOKU, aqui neste espaço !

 DE  REGRESSO  AO  PASSADO
( aqui no blogue todas as 3ª.s feiras )

designação da SECÇÃO POLICIÁRIA : 


Revista completa e digitalizada do original .



N.º 119 de 08 de Janeiro 1976

segunda-feira, 27 de julho de 2026

 

( aqui no blogue ... ocasionalmente )

O relógio de parede da sala de interrogatório marcava 04:15 da manhã, mas o relógio de pulso do Inspector Alfama marcava 22:30. Na mesa, haviam três pistas: um bilhete de lotaria premiado de 1998, um sapato de palhaço tamanho 44 ensanguentado e uma chávena de café que fumegava, apesar de estar vazia.

Do outro lado da mesa, o suspeito, um homem vestido com um fato impecável e uma máscara de mergulho, sorria.

— Eu já disse, Inspector — falou o homem, sua voz abafada pelo plástico. — O crime só vai acontecer amanhã. O corpo que vocês encontraram no cofre do banco era meu, mas eu ainda estou bem vivo, como pode ver.

Alfama massageou as têmporas. A vítima, o bilionário Artur Salgado, tinha sido encontrada morta dentro de um cofre trancado por dentro. A causa da morte ? Afogamento em água salgada, no meio do concreto da Avenida Jorge Peixinho. O homem mascarado na sua frente tinha as digitais de Vilarinho, a voz de Vilarinho, mas os exames de DNA diziam que ele era... o próprio Inspector Alfama.

O telefone na parede tocou. Alfama atendeu. Era a sua própria voz do outro lado da linha, gritando: "Não olhe para o espelho! Ele mudou o passado!"

Alfama desligou e olhou para o suspeito, que agora segurava o bilhete de lotaria. — O tempo é uma linha recta, Inspector? Ou um círculo que se esqueceram de fechar ? Você tem três caminhos agora. Escolha rápido, porque o café está prestes a sumir.

Como , cada um de vocês, terminaria esta investigação?

  • Final A: A Linha do Tempo Quebrada. Você decide prender o suspeito. Ao algemá-lo, as algemas se fecham nos seus próprios pulsos. O suspeito desaparece e você percebe que a sala de interrogatório agora é o cofre do banco, que começa a encher rapidamente de água salgada. Você era a vítima o tempo todo.
  • Final B: O Paradoxo do Espelho. Você ignora o aviso do telefone e olha para o espelho espião da sala. O seu reflexo está de costas, conversando com o verdadeiro Artur Salgado. Você percebe que é mesmo um clone criado para assumir a culpa, e o homem de máscara de mergulho é apenas um holograma projectado pela sua própria mente culpada.
  • Final C: A Pista Absurda. Você ignora o homem e decide calçar o sapato de palhaço ensanguentado. No instante em que o faz, o cenário muda: você está no picadeiro de um circo completamente esgotado. O público aplaude. O bilionário Artur Salgado está vivo na primeira fila, rindo, e você percebe que todo o caso de assassinato foi apenas o maior e mais elaborado show de ilusionismo do século.

Qual o destino que você escolheria para o Inspector Alfama ?


sábado, 25 de julho de 2026

 EXISTIRÃO CRIMES PERFEITOS ... ?!



A ideia de que não existe um crime perfeito resume-se a uma combinação de ciência forense, psicologia humana e pura probabilidade.

Embora muitos crimes fiquem sem solução (o que leva a pensar se não seriam "perfeitos"), do ponto de vista prático e teórico, a perfeição é praticamente impossível pelos seguintes motivos:

1. O Princípio da Troca de Locard

Na criminologia, existe um axioma fundamental formulado pelo cientista forense Edmond Locard:

"Todo o contacto deixa um rasto."

Sempre que alguém entra num local e comete um acto, traz algo e leva algo consigo. Podem ser vestígios óbvios (como impressões digitais ou ADN) ou microscópicos (microfibras de roupa, poeira, pólen, pelos de animais ou partículas químicas). Com a evolução da ciência forense, rastos que antes eram invisíveis tornaram-se provas decisivas.

2. A Imprevisibilidade do Factor Humano

Para um crime ser "perfeito", o criminoso precisaria de controlar todas as variáveis do universo no momento da execução, o que é impossível:

  • O stresse e o pânico: O estado de adrenalina altera o julgamento e leva a erros involuntários.
  • Factores externos: Um testemunha inesperada, um cão a ladrar, uma falha mecânica, uma mudança no tempo ou um atraso imprevisto.

3. O Rasto Digital e a Evolução Tecnológica

Hoje em dia, a maioria dos crimes falha devido ao rasto digital. Vivemos num mundo hiperconectado:

  • Telemóveis (dados de localização GPS e torres de telecomunicações).
  • Câmaras de vigilância (públicas e privadas).
  • Histórico de pesquisas na internet e transações financeiras.

Além disso, um crime que parece "perfeito" hoje pode ser resolvido daqui a 10 ou 20 anos. O avanço da tecnologia — como a genealogia genética forense — permite resolver cold cases que no passado pareciam impossíveis.

4. O Factor Psicológico e o Tempo

O tempo é inimigo da impunidade. O comportamento humano após o crime costuma ser o elo mais fraco:

  • O peso da culpa ou o ego: Muitos criminosos acabam por confessar, directa ou indirectamente (gabando-se do acto a terceiros).
  • Conflito entre cúmplices: Se houver mais do que uma pessoa envolvida, a probabilidade de uma delas falar com as autoridades (por remorso, medo ou para obter um acordo) aumenta exponencialmente.

O Paradoxo do Viés de Confirmação

Existe, contudo, um detalhe fascinante: só sabemos da existência dos crimes que falharam ou que foram descobertos.

Se um crime fosse verdadeiramente "perfeito", ninguém saberia sequer que um crime tinha acontecido (pareceria uma morte natural, um acidente ou um desaparecimento voluntário). Por isso, do ponto de vista lógico, nunca saberemos se existiram crimes perfeitos.


 

 

( aqui no blogue mensalmente aos Sábados )



Publicação n.º 8 : edição de Agosto/Setembro 1968