terça-feira, 19 de maio de 2026
segunda-feira, 18 de maio de 2026
( aqui no blogue ... ocasionalmente )
UMA DECISÃO EQUILIBRADA
O Inspector Alfama tinha as mãos frias, mas o coração
estava quente. Finalmente, após três meses de perseguição por ruelas húmidas e
armazéns abandonados, tinha o "Gato" algemado no banco de trás do
carro patrulha.
O "Gato", cujo nome real era Jorge, não era
o que Alfama esperava. Não era um rufia musculado, mas um homem magro, de olhar
cansado e ombros curvados.
"Acabou, Jorge," disse Alfama, ajustando o
retrovisor. "O assalto à farmácia foi o teu último erro. As câmaras não
mentem."
Jorge não respondeu de imediato. Olhava pela janela
para os prédios degradados do bairro social. "Eu sei, senhor Inspector.
Mas o remédio... o remédio chegou a tempo. É a única coisa que me
importa."
Durante o trajecto de vinte minutos até à esquadra, o
silêncio foi interrompido apenas pelo rádio da polícia. Alfama conhecia o
registo de Jorge : pequenos furtos, sempre de bens essenciais. Desta vez, o
"roubo" fora um lote de insulina de alto custo e um inalador.
"A minha filha," corrigiu Jorge. "Sete
anos. O Estado diz que não somos prioridade para o subsídio. Se eu não tivesse
entrado naquela farmácia, ela não passava de hoje. Pode prender-me, Inspector.
Mas, por favor, garanta que ninguém lhe tira o que eu lhe levei."
Alfama parou o carro num semáforo a escassos 100
metros da esquadra. O silêncio no habitáculo tornou-se ensurdecedor. O
Inspector olhou para as chaves das algemas no painel e depois para o homem no
banco de trás, que chorava em silêncio, sem implorar pela liberdade, apenas
aceitando o destino.
"A lei é cega," pensou Alfama, "mas a
justiça deveria ter olhos."
O Inspector suspirou e destrancou as portas do carro.
"O trinco da porta de trás está com defeito, Jorge,"
disse Alfama, olhando fixamente para a estrada, sem se virar. "E eu
preciso de ir buscar um café. Vou demorar exactamente cinco minutos. Se eu
voltar e o carro estiver vazio, vou ter de reportar uma falha de segurança
gravíssima e perseguir-te amanhã."
Jorge paralisou. A porta abriu-se com um clique suave.
Quando Alfama regressou ao carro com um copo de papel
vazio na mão, o banco de trás estava deserto. Apenas as algemas abertas estavam
sobre o estofos de couro, do banco.
Alfama sentou-se, ligou o motor e pegou no rádio. — Central,
aqui Inspector Alfama. O suspeito conseguiu evadir-se durante a transferência
devido a uma falha mecânica na viatura. Vou iniciar buscas nas imediações.
Ele sabia que não o ia procurar. Pelo menos, não hoje. Amanhã a caça recomeçaria, mas nesta noite, uma criança iria conseguir respirar … para poder viver !
domingo, 17 de maio de 2026
Para celebrar este encontro convívio , o Blogue MOMENTO DO
POLICIÁRIO, preparou dois pequenos e simples desafios que poderão servir de
aperitivo ou até mesmo digestivo, ou para guardar e depois participar , ficando o momento ao critério de cada um … !
Aqui se apresentam :
No
pátio da prisão, dois reclusos conversam :
— Então João, quanto tempo apanhaste tu ?
—
pergunta o primeiro.
—
Deram-me 15 anos .
— responde o outro, conformado.
—
Eu ? Nada ! Não fiz nada !
—
Ó pá, então tiveste azar com o juiz...
—
Eu também não fiz nada e só apanhei 10 anos !
sábado, 16 de maio de 2026
O Incidente no Vale do Sobreiro
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SOLUÇÃO :
O inspector prendeu imediatamente Teodósio Porquê ?
Se o cano do Carlos também estava quente, o que denunciou o Teodósio ?
Teodósio
afirmou que estava a limpar os óculos porque estes embaciaram com o frio.
No entanto, ele estava num cenário de nevoeiro. O nevoeiro ocorre quando
o ar está saturado de humidade e a temperatura do ar está igual ou muito
próxima do "ponto de orvalho".
Para os óculos embaciarem, seria necessário passar de
um ambiente muito frio para um ambiente quente (ou vice-versa, com humidade
extrema vinda do corpo). Num dia de caça estático, ao ar livre e sob nevoeiro
constante, os óculos ficariam , sem obrigatoriedade, molhados com gotículas de água, mas não embaciam
como acontece quando entramos , por exemplo, num café aquecido vindo da rua.
Além disso, ele alegou que o Joaquim era o seu "melhor amigo", mas o cano da sua arma estava quente e com cheiro a pólvora, provando que ele disparou muito recentemente. Já o Carlos tinha o cano da sua arma quente , porque muito eventualmente teria disparado já um tiro fora do contexto da emboscada e assim a ausência do cheiro a pólvora .
No entanto a mentira meteorológica de Teodósio revelou que ele estava a fabricar uma desculpa para não estar a olhar no momento do crime.
Saliente-se que os 5 caçadores estavam separados entre si por cerca de uma dezena de metros e que o nevoeiro permitia apenas uma visibilidade a cerca de 10 metros , logo excluem-se de qualquer suspeita o Ernesto e o João , que estariam a cerca de 20 metros do Joaquim .
No entanto e ainda sobre as declarações de Teodósio que disse estar a limpar os óculos, e quando ouviu o tiro, correu para o Joaquim ... Com isto revela ter sabido de imediato quem fora a vítima. Sem ter visto fosse o que fosse e, o facto de ter logo corrido para a vitima é bastante denunciador .
Detective Izadora | Detective Jeremias | Detective Verdinha
Faria | Inspector Moscardo | Inspector do Reino
Veni Vidi Vici
sexta-feira, 15 de maio de 2026
quinta-feira, 14 de maio de 2026
terça-feira, 12 de maio de 2026
sábado, 9 de maio de 2026
MURDOKU | 2. ALOJAMENTO DE FÉRIAS
Os intervenientes
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