( aqui no blogue mensalmente aos Sábados )
Publicação n.º 12 : edição de Fevereiro 1969
após : 5. Sessão de Estudo ( Clássico )
após : .1 Estalagem da Estrada ( Idade Média )
Detetivesca | Didão | EGO
Loveday Brooke | Rainha Katya
participações (01) | totalistas (01)
Detective Vasofe | Pedro Monteiro
participações (01) | totalistas (00)
Detective Suricata
.1 Estalagem da Estrada ( idade média )
1 - A
é nobre, por isso tem de estar sentada na única área nobre, o Quarto de
Hóspedes. Isto isola A; bloqueia toda a sua
linha e coluna.
2 - E não pode estar na
coluna 1 (pois C
está nessa coluna), o que deixa apenas uma célula para ele na Cozinha, na
coluna 3. Isto isola E.
3 - B está a sul de C, por isso C não pode estar na
linha 6. Isto isola C
na linha 3.
4 - Agora
só há uma célula onde D
pode estar sentado: no cavalo, na C6.
5 - B está a leste de V, por isso está na
Sala de Jantar (L4 C4) e V
está na Estrada (L6 C2), sozinho com D.
Duncan é o
assassino!
Durante a Alta Idade Médiaverifica-se a continuidade dos processos de despovoamento, regressão
urbana, e as invasões bárbaras iniciadas durante a Antiguidade Tardia. Os
ocupantes Bárbaros formam novos Reinos, apoiando-se na estrutura do Império
Romano do Ocidente. No século VII, o Norte de África e o Médio Oriente, que
tinham sido parte do Império Romano do Oriente, tornam-se territórios islâmicos
depois da sua conquista pelos sucessores de Maomé. O Império Bizantino
sobrevive e torna-se uma grande potência. No Ocidente, embora tenha havido alterações
significativas nas estruturas políticas e sociais, a ruptura com a Antiguidade
não foi completa, e a maior parte dos novos Reinos incorporaram o maior número
possível de instituições Romanas preexistentes. O Cristianismo disseminou-se
pela Europa Ocidental e assistiu-se a um surto de edificação de novos espaços
monásticos. Durante os Séculos VII e VIII, os Francos, governados pela Dinastia
Carolíngia, estabeleceram um Império que dominou grande parte da Europa
Ocidental até ao século IX, quando se desmoronaria perante as investidas de
Vikings do Norte, Magiares do Leste, e Sarracenos do Sul.
Durante a Baixa Idade Média, que teve início depois do ano 1000, verifica-se na Europa um crescimento
demográfico muito acentuado e um Renascimento do Comércio, à medida que
inovações técnicas e agrícolas permitem uma maior produtividade de solos e
colheitas. É durante este período que se iniciam e consolidam as duas
estruturas sociais que dominam a Europa até ao Renascimento: o Senhorialismo —
a organização de camponeses em aldeias que pagam renda e prestam vassalagem a
um Nobre — e o Feudalismo — uma estrutura política em que cavaleiros e outros
nobres de estatuto inferior prestam serviço militar aos seus Senhores,
recebendo como compensação uma propriedade senhorial e o direito a cobrar
impostos em determinado território. As Cruzadas, anunciadas pela primeira vez
em 1095, representam a tentativa da Cristandade em recuperar dos Muçulmanos o
domínio sobre a Terra Santa, tendo chegado a estabelecer alguns Estados Cristãos
no Médio Oriente. A vida Cultural foi dominada pela Escolástica, uma Filosofia
que procurou Unir a Fé à razão, e pela Fundação das primeiras Universidades. A
Obra de Tomás de Aquino, a Pintura de Giotto, a Poesia de Dante e Chaucer, as
Viagens de Marco Polo e a Edificação das imponentes Catedrais Góticas estão
entre as mais destacadas façanhas deste período.
Este Murdoku da Idade Média, a Prova n.º 1, incide sobre o Feudalismo onde
os Senhores de maior domínio subjugavam, ou melhor, eram autoritários sobre os
Cavaleiros e outros Nobres de estatuto inferior. No Castelo VAUGHN,
dominado pelo REI VAUGHN, a decisão foi tomada e decretada de que a
bela e formosa ALICE estava destina ao seu filho varão, VAUGHN.
Esta notícia entristeceu e irritou de sobremaneira o Nobre, subordinado, DUNCAN que
sempre amou a jovem ALICE. Ao jovem DUNCAN estava
destinada CLEMENTIA, também pretendida por BART e ELIJAH,
igualmente Nobres inferiores.
Naquela Época da História era assim que
os casamentos aconteciam, mas, desta vez, DUNCAN estava bastante insatisfeito e
no seu pensamento só havia uma maneira de resolver a questão… que era de
assassinar VAUGHN, bastava-lhe cometer o acto quando, ambos, se encontrassem
sozinhos num qualquer compartimento! DUNCAN orava para que fosse perdoado desta
sua acção, mas tal seria justificada pelo amor que tinha para com ALICE que,
por sua vez, era correspondido, pois VAUGHN, o filho do Rei era um desordeiro e
ébrio confirmado e resignado… devido à sua riqueza!
DUNCAN não esperou muito tempo… e num certo dia, enquanto a ALICE estava sentada numa cadeira, no Quarto
de Hóspedes; BART e CLEMENTIA estavam na Sala de Jantar e ELIJAH estava na
Cozinha… eis que na Estrada se encontrou, sozinho, com VAUGHN.
DUNCAN, na direita, montado no seu cavalo investiu sobre
VAUGHN que estava ao lado de um outro cavalo. De espada em riste desferiu dois
golpes certeiros no pescoço e no peito do desgraçado VAUGHN… que surpreendido…
nem sabe o que lhe aconteceu!
UM CRIME PERFEITO, pensou DUNCAN…
Só que, nas regras do MURDOKU, o(a) ASSASSINO(A) é, sempre, aquele(a) que se encontra, só,
no mesmo espaço da VÍTIMA e, neste caso, a Vítima era
o pobre Vaughn!
DUNCAN… não teve hipóteses… foi descoberto e enforcado pelo REI VAUGHN que ordenou a sentença.
A bela e formosa ALICEacabaria por casar-se com ELIJAH… enquanto BART e CLEMENTIA formaram o
outro enlace.
A Festa no
Castelo do REI VAUGHN foi rija e divertida e também bem comida e
bebida… houve danças e cantigas, copos no ar, com brindes sucessivos porque já
ninguém se lembrava de DUNCAN e VAUGHN… ambos mortos por motivos diferentes!...
SAUDAÇÕES Policiárias.
Arco-Íris
No Quarto de Hóspedes está ALICE sozinha
E ELIJAK está também muito só na Cozinha.
Mas a CLEMENTIA, na primeira coluna, não!
Com ela está também BART, na Sala de
Jantar.
DUCAN, na estrada, em cima de cavalo
alazão,
Está à espera por VAUGHN para… o matar!!!
INSPECTOR 27797
Foi DUNCAN, quem assassinou VAUGHN
CLÓVIS
Quem matou foi o Duncan, pelas regras porque, depois de todas as hipóteses, está montado em cima do cavalo, à direita, na ESTRADA e... ao pobre do Vaughn foi-lhe destinado um lugar, na mesma ESTRADA ao lado do cavalo que está situado na esquerda! Como todos os outros espaços ficam preenchidos o Vaughn é "apanhado" sozinho com o Duncan... e não escapou ao assassínio! Regra é regra para se cumprir!
DETECTIVE VERDINHA
O assassino é o DUNCAN que está sozinho na Cavalariça com o VAUGHN.
PAULO
O assassino é Duncan
DETECTIVE SURICATA
O assassino é o Bart
1.
A
luta de Best ante a defesa do Arsenal foi inesquecível (biblioteca)
2.
Era
preciso um piloto destemido para atravessar aquele lago (jogos)
3.
As
ideias dele eram sobejamente conhecidas (cidades
portuguesas)
4.
João
era um grande apaixonado da aeronáutica (embarcações)
5.
Bastava
citar aquela informação para tudo obter (instrum. musicais)
6.
O
regedor demarcou os terrenos a ser distribuídos para cultivar (câmbios)
7.
Uma
espessa camada de tinta tapava todos os azulejos (hospitais)
8.
Ela
ia somente tomar tempo a médicos e enfermeiras (planetas)
9. Aqueles rapazes precisavam de uma lavagem a preceito (viagens)
10. A mulher dele tratava de todos os assuntos da loja (bancos)
Um ladrão entra na casa de
um idoso à noite, acende a lanterna e diz com voz ameaçadora:
— Nem te mexas ! Estou à
procura de dinheiro !
— Espera ai só um momento
para eu me calçar e ajudo-te a procurar !
Se encontrar-mos alguma coisa, dividimos a meio !
Destaque deste mês para a Solução ao Problema Curto - 10
MORTE NA TEMPESTADE
* * * * * * * * * * * * * *
Aquela noite, de um Outubro terrível em
intempéries, apresentava-se, no entanto, seca, quente, sem chuva… quase
parecendo uma noite de verão, depois de na véspera uma forte e horrenda
tempestade ter assolado a localidade com chuvadas, relâmpagos e trovões que
derrubaram algumas árvores, no campo e na localidade do Montijo, uma jovem cidade
que mereceu esta distinção, num Agosto quente, quando o Inspector Alfama ainda
não tinha completado os seus 20 anos e frequentava a Universidade, com alguns
destes seus inestimáveis amigos.
O carismático Inspector recordava, em
algumas ocasiões, o dia em que a freguesia do Montijo foi distinguida como
cidade, porque foi um dia quente em Portugal. Os dias de maior calor, desse mês
de Agosto, nesse verão, foram históricos e sucederam nos primeiros dias, mas
nos meados do mês, concretamente a 14 de Agosto, continuaram sob a influência
de um verão seco com as temperaturas demasiado elevadas para a época em quase
todo o território nacional. Estávamos em 1985.
- Pois, se o tempo
estivesse igual a ontem… de certeza que não vinha… depois da chuvada que
apanhei na mansão do Artur Robalo, um vosso conhecido empresário!
- Sim… é verdade… corre
o boato que foi assassinado no seu escritório, ontem, à noite… com aquela
tempestade… a notícia até já deu na TV! Sabes concretamente quem o assassinou,
segundo consta… com um tiro no peito?
- Ora… fui requisitado
para ir ao local do crime… estava de serviço… e quando pensava passar uma noite
sossegada… lá recebi um telefonema para ir até à mansão do Robalo… tomar conta
do assunto!
- Então e como foi…? Conta-nos
lá! – proferiu um amigo, já curioso.
- Olhem, o Artur foi
assassinado com um tiro no peito, no seu escritório, enquanto a tempestade
acontecia, precisamente às 21 horas e 15 minutos, pela conclusão do Filipe, o
vosso conhecido Médico legista e meu amigo! 15 minutos antes, da hora em que o
crime ocorreu, aconteceu um apagão, como vocês sabem, que durou até às 21e 45
horas. Nesse espaço de tempo, alguém, lá de casa, disparou sobre o Artur Robalo
e o corpo foi encontrado pelas 22 horas.
- Bolas! Descobriste o
assassino… ou teria sido alguém de fora!?
- És doido, Miguel!
Com um temporal daqueles quem é que iria matar o homem… a partir do exterior!?
Até porque ele daria pela presença do intruso e por certo… tentaria
defender-se! Não. Quem matou foi alguém que estava dentro da mansão… até porque
não havia vestígios de presença alheia, tais como chão molhado, desarrumações,
etc.
- E a cápsula do
disparo, estava no chão!? – perguntou o Pedro, curioso.
- Bem, vocês estão a
ficar peritos na matéria… têm assimilado bem, os casos que lhes tenho narrado!
– proferiu o Inspector Alfama e continuou.
- Por acaso não havia
nenhum invólucro no chão pelo que deduzi que teria sido utilizado um revólver
que, como sabem, não o ejecta após o disparo… ou, o assassino teria apanhado a
cápsula, do chão, em caso de pistola utilizada!
- Então… e descobriste
quem foi o assassino!? – interrogou um outro amigo.
- Claro! Já está preso
para ser levado a tribunal porque o seu depoimento foi tão contraditório e
inverosímil com os factos e situações que depressa o, ou a…, incriminei e
chamei o piquete que estava de serviço para a pessoa certa… ser detida! Mas…
não lhes vou dizer, de bandeja, qual o culpado, no grupo das cinco pessoas que
interroguei que pode ser homem ou mulher… vou-lhes mencionar os pormenores e
sejam vocês a resolver e a descortinar quem mentiu nas declarações, tratando-se
de o assassino ou a assassina!
- Claro… vamos a isso!
Sebastião traz um whisky, aqui, para o Alfama.
Todos os presentes engoliram mais um
pouco da bebida que tinham nos copos e acomodaram-se, atenciosos, ouvindo as
descrições do Inspector:
- Ora, já sabem que o
assassínio ocorreu às 21h15m, o corpo foi encontrado às 22h e que um apagão
surgiu entre as 21h e 21h45m. O Rodrigo, motorista da vítima declarou-me que
enquanto durou a falta de luz esteve dentro do carro, na garagem, a ouvir
rádio, mas, mesmo assim, observou uma luz de uma lanterna, às 21h e 10m no
jardim.
- Então se o tipo estava
na garagem como é que viu a luz da lanterna no jardim!? Com aquele temporal a
porta da garagem devia estar fechada! Foi ele o assassino? – inquiriu um dos
presentes.
- Calma, Miguel –
tranquilizou o Inspector – o depoimento pareceu-me verídico e até podia ter a
porta da garagem aberta! Além de mais… pode-se ouvir rádio, no carro, apesar das
tempestades!
- Hum… mais uma
afastada de culpabilidade, parece-me! – disse o José.
- Sérgio, o mordomo da
mansão…
- Ui, esses costumam
ser, quase sempre, os assassinos! – interrompeu o Joel, todo entusiasmado por
ouvir o depoimento do mordomo.
- Isso acontece nas
histórias policiais, meu caro, na vida real não é bem assim – esclareceu o
Inspector e continuou – no entanto oiçam o que tenho para vos dizer…
- Ele justificou-se
que após o apagão se dirigiu à casa das máquinas, no subsolo, na área do
jardim, para tentar ligar o gerador, mas que não conseguiu. Levou consigo uma
lanterna.
- Cá está… foi a luz
da lanterna do mordomo que o Rodrigo, o motorista, lobrigou quando estava na
garagem, recolhido. – deduziu o Pedro.
- “Lobrigou”!? Que
palavra é essa, perguntou o José.
- “Lobrigou”… quer
dizer “vislumbrou”… viu com dificuldades! – respondeu o Pedro, a sorrir e
contente com a observação.
- Bolas! Estás um
erudito! Deve ser das “aulas” dos casos do Alfama. – exclamou, concordante, o
José.
- Pronto… já são três suspeitos
e estão, todos, ilibados! Ainda havia mais gente na mansão!? – perguntou o
Joel.
- Há mais dois
suspeitos e um deles foi quem cometeu o assassínio, deixem-me contar-lhes.
Disse, calmamente, o Inspector Alfama
enquanto levou, de novo, o copo à boca, depois de rodopiar o mesmo movendo as
pedras do gelo.
- Beatriz é, ou era, a
contabilista do Artur Robalo e afirmou que sempre esteve na biblioteca – no
mesmo piso do escritório onde o empresário se reuniu com a sócia Laura – enquanto
decorreu o apagão. Lembra-se de ouvir passos apressados a subir a escadaria,
pelas 21h e 20m e julgou tratar-se da Laura.
- Eh, lá! Nesta altura
já o crime tinha sido cometido! Então porque é que não ouviu o som do disparo
que foi às 21h e 15m!? Aliás, a Laura acabou a reunião com o sócio pelas
20h50m! – comentou o Joaquim que até àquele momento tinha estado calado
absorvido nas descrições do Alfama. E quem lhe respondeu, de chofre, foi o
Joel, perante o silêncio do Inspector:
- Calma, calma… o tiro
podia ter sido dado com pistola munida de silenciador e com o barulho da
trovoada também seria impossível de ouvir! E se a Beatriz estava na biblioteca
não tinha bem a noção de quando a reunião tinha terminado e ao ouvir os passos
apressados – talvez num intervalo dos trovões – julgou tratar-se da Laura, a
subir em direcção à sala no 1.º andar. Penso que fala verdade e sendo assim…
vamos ao último suspeito que, pelos vistos, deve ser o assassino, por isso
mesmo o nosso querido Alfama o deixou para o fim!
- O último interveniente,
do crime de ontem, trata-se do irmão da vítima, o Vicente que me contou ter
estado a noite inteira no seu quarto, enquanto decorria a tempestade e
aconteceu o apagão. Precisamente, à hora do crime, indicada pelo Filipe, 21h e
15m, lembrava-se com toda a certeza, estava à janela, porque viu, com a ajuda e
através de um relâmpago, o relógio de Sol, que está colocado no jardim, a
mostrar e a indicar essa mesma hora: 21h15m. Não tinha dúvidas! E foi nessa
mesma hora, a hora exacta do crime, que ouviu um estampido seco vindo do andar
de baixo. Disse-me que não ligou importância porque havia trovoada no ar.
O Inspector Alfama terminou, assim, a
sua narrativa e calou-se. Observou todos os seus amigos de olhos bem abertos,
de copo na mão, a olharem uns para os outros… não compreendendo se estavam
surpreendidos, indecisos, intrigados ou estupefactos! O momento durou breves
segundos que pareceram horas e, de repente, em uníssono, todos bateram com os
copos, uns nos outros, ingeriram os líquidos de uma só vez, abriram as bocas e
começaram a rir, às gargalhadas, situação que levou alguns dos outros
frequentadores do bar a olhar para eles, pasmados!
Riram, riram, riram, sem parar, até que
o Pedro foi quem tomou a palavra:
- Oh, meu grande amigo
Alfama, então esta história é para os “apanhados”… e os “apanhados”
somos nós (!)… aconteceu mesmo assim (!?)… ou, hoje, queres-te divertir
connosco…!?
- Foi mesmo assim, que
tudo aconteceu, caríssimos amigos! Esta é a verdade! Então digam-me, lá, de
entre os suspeitos, interrogados por mim, quem mentiu e consequentemente foi detido
para ser indicado como culpado do assassinato do empresário Artur Robalo,
mediante a minha narração… - sugeriu o Inspector Alfama, enquanto o Joel se
voluntariou para falar:
- Estimado amigo, este
caso foi muito fácil de resolver… porque um relógio de Sol é um instrumento
ancestral que mede a passagem do tempo através da posição do Sol no Céu. O
relógio é possuidor de um pino ou uma haste que fica presa no centro e projecta
uma sombra consoante a incidência dos raios solares. A sua superfície contém
linhas numeradas que indicam as horas. Com a rotação da Terra, o Sol parece
mover-se no Céu e a sombra da haste ou pino central desloca-se sobre o
mostrador que vai indicando as horas! O mostrador, com a configuração redonda
de um relógio assenta-se numa superfície, no chão, ou em mesas de um qualquer
jardim, como parece ser o caso da mansão do empresário Artur Robalo.
- Grande crânio, este
Joel! – comentou o José, quase a gozar.
A
noite terminou com sorrisos e abraços e mais umas bebidas ingeridas enquanto o
Inspector Alfama produzia as últimas palavras da noite:
- Se vocês não fossem
tão velhos, como eu, à beira da reforma… ainda podiam fazer uma “perninha”
na Polícia Judiciária!
Ouviram-se mais umas gargalhadas e o brindar
de copos no ar.