HÁ QUE APROVEITAR AS PAUSAS ... ENTRE INVESTIGAÇÕES !
O Sistema Bertillon
Até ao início do século XX, a polícia científica
confiava cegamente no Antropometria (ou Sistema Bertillon),
criado pelo francês Alphonse Bertillon em 1879.
O princípio era simples: a estrutura óssea do corpo
humano adulto não muda e nenhuma pessoa tem exactamente as mesmas proporções que
outra. Os agentes mediam meticulosamente várias partes do corpo dos reclusos:
O sistema parecia infalível e era o orgulho das forças
policiais da época. Até ao dia em que a realidade pregou uma rasteira à
ciência.
O Caso de 1903
Em 1903, um homem chamado Will West deu entrada
na Penitenciária de Leavenworth, no Kansas (EUA). Ao fazer o registo, o
funcionário da prisão teve uma sensação estranha de déjà vu. Ele tinha a
certeza de que já tinha visto e medido aquele homem antes.
Will West negou, dizendo que era a sua primeira vez
naquela prisão. O funcionário, desconfiado, decidiu aplicar as medições de
Bertillon e procurar nos arquivos.
O que encontrou deixou toda a gente em choque:
Quando confrontado com o cartão antigo, o novo Will
West disse: "Essa é a minha foto, mas eu não sei onde a arranjou,
porque eu nunca estive aqui antes."
E ele estava a falar a verdade.
O funcionário foi investigar as celas e descobriu que
o homem do cartão antigo, chamado William West, já estava preso naquela
mesma penitenciária a cumprir uma pena por homicídio desde 1901!
Quando os dois homens foram colocados lado a lado, o
pessoal da prisão não conseguia acreditar. Eles não eram gémeos, não
tinham qualquer parentesco conhecido, mas eram clones visuais perfeitos e
tinham exactamente as mesmas medidas corporais.
O Sistema Bertillon, que dominava o mundo da
investigação criminal, tinha acabado de falhar rotundamente. Se um deles
cometesse um crime dentro ou fora da prisão, seria impossível provar qual deles
tinha sido com base nas medidas ou em testemunhas visuais.
As Impressões Digitais
Felizmente, a prisão de Leavenworth estava a par de
uma nova tecnologia experimental que vinha a ser desenvolvida na Europa por
cientistas como Francis Galton e Edward Henry: a Datiloscopia (a análise
dos desenhos nas pontas dos dedos).
Para resolver o impasse, a polícia decidiu recolher as
impressões digitais dos dois homens.
O Veredicto: Enquanto as
caras e os ossos eram idênticos, os padrões das linhas dos dedos de Will West e
William West eram completamente diferentes.
A partir desse momento, as autoridades perceberam que
a forma mais segura de identificar um ser humano não era medindo o seu corpo,
mas sim olhando para as pontas dos seus dedos. O caso dos dois West enterrou o
Sistema Bertillon e acelerou a adoção das impressões digitais como o padrão de
ouro da biometria criminal no mundo inteiro.
Mitos e Verdades sobre a Criminalidade
Mito: A chegada de imigrantes
faz disparar as taxas de criminalidade de um país.
Verdade: Dados oficiais e
relatórios de segurança (como os de Portugal) mostram que o aumento geral da
criminalidade não está associado à comunidade imigrante. Os estudos
sociológicos indicam que as taxas de delinquência entre imigrantes são,
frequentemente, semelhantes ou inferiores às da população nativa.
· Mito: A maioria dos crimes
violentos é cometida por pessoas com perturbações mentais graves.
· Verdade: A grande maioria das
pessoas com doenças mentais não é violenta e tem muito mais probabilidade de
ser vítima de crimes do que autora. Os factores de risco para a violência estão
mais ligados ao consumo de substâncias, histórico de agressividade e contextos
socioeconómicos desfavoráveis.
· Mito: A pena de morte reduz os
crimes violentos e assusta os criminosos.
· Verdade: Não existem provas a nível
mundial de que a pena de morte tenha um efeito dissuasor real na criminalidade.
Países ou estados que aplicam este tipo de pena continuam a registar taxas de
homicídio comparáveis ou superiores aos territórios que a aboliram.
· Mito: Todo o pobre é um
criminoso em potencial ou a pobreza é a única causa do crime.
· Verdade: A pobreza e a exclusão
social são factores de risco importantes, mas não determinantes. A vasta maioria
das pessoas em situação de pobreza cumpre a lei. O crime resulta de uma
combinação complexa de falhas institucionais, oportunidades ilícitas e redes organizadas,
não de uma condição financeira isolada.
· Mito: Construir mais prisões
resolve o problema da segurança pública de forma definitiva.
· Verdade: O encarceramento em massa
sem políticas de reinserção social e prevenção primária não elimina a
criminalidade. Especialistas apontam que o sistema exige um equilíbrio entre
investigação eficiente, justiça célere e programas sociais de apoio a jovens em
risco
( aqui no blogue ... ocasionalmente )
A ENTREVISTA
O despertador tocou às seis
da manhã. O Eduardo deu um pulo da cama, tomou um café a correr, vestiu o fato
que tinha mandado passar no dia anterior e consultou o relógio três vezes. Era a
entrevista da vida dele: a oportunidade perfeita para ser o novo Director de
Operações de uma grande multinacional.
Estudou o percurso no GPS
para evitar todo o trânsito da cidade, chegou ao edifício com 20 minutos de
antecedência e reviu mentalmente todas as respostas sobre liderança, gestão de
crises e resiliência. Na sala de espera, ajeitou a gravata, treinou um sorriso
confiante e respirou fundo.
— Bom dia! Estou
absolutamente pronto para mostrar por que sou o elemento ideal para fazer progredir esta empresa.
O entrevistador olhou para
ele, piscou os olhos lentamente, olhou para o currículo na mesa e respondeu:
— Acredito seriamente que
sim, Eduardo... Mas o teste de vestuário era só para a semana. Hoje é domingo e
eu sou apenas o segurança do prédio.
MURDOKU - Idade Média | .1 Estalagem da Estrada
Os intervenientes
ALICE | BART |
CLEMENTIA | DUNCAN | ELIJAH | VAUGN
| Alertas de Fraude Recentes |
Falsas
Dívidas e Cobranças Urgentes (SMS/Chamadas): A Polícia de Segurança Pública (PSP) emitiu um aviso
crítico sobre mensagens urgentes alegando "dívidas ao Estado" ou a
empresas. Solicitam o pagamento imediato através de referências Multibanco ou
links falsos.
Finalmente, chega o grande
dia da libertação. Ambas assinam os papéis, passam pelos portões principais e
saem, finalmente, para a rua.