O culpado é Tiago, o guarda nocturno. Ele simulou
o próprio ataque para roubar o diamante.
……………………………………………..
Tiago afirmou que, quando a
luz se apagou, ele foi logo atacado por trás, levou uma pancada na cabeça,
desmaiou e a sua lanterna caiu no chão.
Quando a Inspector chegou,
a lanterna estava caída no chão e acesa.
É aqui que a sua mentira mais fortemente o incrimina .
1.Se a luz do Museu estava a
funcionar normalmente e o apagão aconteceu de repente (causado pelo raio), a
lanterna de Tiago estaria desligada
no seu cinto, por exemplo, pois a sala estava totalmente iluminada segundos
antes.
2.Se ele foi atacado logo
após a luz se apagar, ( o que teria de haver alguém já por muito perto dele
esperando por artes de adivinhação que a luz iria faltar ) ele não teria tido
tempo sequer para pegar na lanterna, procurar o botão no escuro total e,
ligá-la , com toda a precisão e, só então ter o suposto desmaio para ela cair
acesa no chão .
Tiago simplesmente
aproveitou a oportunidade do apagão. Como ele tinha a chave física, ele foi até
o pedestal no escuro, usou a sua lanterna e as luvas de borracha (para não
deixar impressões digitais na manivela manual que fica por baixo do pedestal),
abriu a cúpula usando a manivela, retirou o diamante e largou as luvas para o
chão , assim como a lanterna acesa ( uma falha que o incrimina ) .
Para criar um álibi e
fazer-se de vítima, ele deu supostamente um golpe ao de leve na própria cabeça,
tinha a lanterna acesa ainda ( pois usou-a para o roubo ) e a largou para o
chão para simular a cena do crime antes de fingir o desmaio. Ele só se esqueceu
que, logicamente, ninguém anda com uma lanterna acesa na mão, pelo Museu, numa
sala que estava totalmente bem iluminada .
Entretanto e se houvesse
mesmo um ladrão , ele teria muito provavelmente levado a lanterna do Tiago para
se orientar rapidamente na fuga , na escuridão total, pois não sabia quando
tempo duraria o apagão .