DE REGRESSO AO PASSADO
( aqui no blogue todas as 3ª.s feiras )
designação da SECÇÃO POLICIÁRIA :
1. Os Maiores
Detectives do Mundo Real
Eugène-François
Vidocq (França, 1775–1857)
Considerado o pai da criminologia moderna.
Ex-criminoso e fugitivo da prisão, Vidocq ofereceu os seus conhecimentos às
autoridades francesas para fundar a Sûreté Nationale em 1812, a primeira
agência de investigação criminal do mundo. Foi pioneiro na recolha de
impressões de balística, na criação de arquivos de registos criminais e no uso
de moldes de gesso para pegadas. Mais tarde, fundou a primeira agência de detectives
privados da história.
Allan Pinkerton
(EUA, 1819–1884)
Fundador da famosa Agência Nacional de Detectives
Pinkerton nos EUA. Pinkerton celebrizou-se ao frustrar uma tentativa de
assassinato contra o presidente Abraham Lincoln em 1861. A sua agência criou o
conceito do "olho privado" (o logótipo da agência era um olho aberto
com o lema "Nós Nunca Dormimos") e foi pioneira no trabalho
disfarçado, no rastreamento de criminosos entre diferentes estados e no
recrutamento da primeira detective feminina da história, Kate Warne.
Izzy Einstein e
Moe Smith (EUA, anos 1920)
Dupla lendária de detectives federais que atuou
durante a Lei Seca em Nova Iorque. Ficaram famosos por usar disfarces
elaborados (desde tocadores de violino a jogadores de basquetebol) para se
infiltraram em bares clandestinos (speakeasies). Conseguiram realizar
mais de 4.300 prisões e tinham uma taxa de condenação impressionante de 95%.
Raymond
Schindler (EUA, 1882–1951)
Um dos detectives privados mais proeminentes do início
do século XX. Schindler revolucionou a profissão ao ser o primeiro a adoptar
tecnologias de ponta na época, como escutas telefónicas secretas e ditafones.
Resolveu dezenas de homicídios mediáticos e roubos corporativos que a polícia
tradicional não conseguia solucionar.
2. Os Maiores
Detectives da Ficção
|
Detective |
Criador |
Estilo & Características |
|
Sherlock Holmes |
Sir Arthur Conan Doyle |
O expoente máximo da dedução lógica e da ciência observacional.
Usava a química, a anatomia e a psicologia para resolver casos a partir do
endereço 221B Baker Street. |
|
Hercule Poirot |
Agatha Christie |
Detective belga famoso pelas suas "pequenas células cinzentas",
método rigoroso, obsessão por ordem e capacidade de ler a natureza humana em
salões aristocráticos. |
|
Miss Marple |
Agatha Christie |
Uma idosa aparentemente inofensiva que usa o seu profundo conhecimento da
vida numa pequena aldeia inglesa para resolver os homicídios mais complexos. |
|
Auguste Dupin |
Edgar Allan Poe |
O "pai" de todos os detectives fictícios. Estreou em Os
Crimes da Rua Morgue (1841) e introduziu a ideia da mente puramente
analítica. |
|
Philip Marlowe |
Raymond Chandler |
O arquetípico detective noir americano: duro, cínico, de
gabardina, operando nas ruas sombrias de Los Angeles nos anos 1930/40. |
( aqui no blogue mensalmente no 1.º Sábado de cada mês )
O valioso "Diamante de Sangue" foi roubado na
sala principal do Museu Municipal durante uma forte tempestade de Verão. O roubo
aconteceu cerca das 21h15, no
momento em que um raio atingiu a rede eléctrica da vila e deixou o museu na
escuridão total por cerca de 5 minutos.
O diamante estava no centro da sala principal, fortemente
iluminada e protegido por uma cúpula de vidro grosso. Quando a luz voltou pelas 21h20, a cúpula estava intacta, mas vazia. No chão, ao lado do pedestal, a polícia
encontrou:
1.Um par de luvas de borracha descartáveis, limpas.
2.A lanterna do guarda nocturno caída no chão e acesa.
Acontece que a cúpula de vidro só abre com uma chave física e uma senha numérica
digitada em um painel electrónico ao lado do pedestal.
Com o apagão : O painel electrónico ficou completamente desligado (sem energia).
O sistema de segurança: Quando o painel perde energia, ele bloqueia a cúpula mecanicamente por
dentro. A única forma de abrir a cúpula sem energia é usando a chave física e
girando uma manivela manual que fica escondida em baixo da base do pedestal.
Marcos (O Director do Museu): Estava no seu escritório no primeiro andar. Ele afirma que quando a luz faltou,
ele ficou imóvel com medo de tropeçar na escadaria , por isso nem saiu do
escritório. Ele tem a cópia número 1 da chave da cúpula.
Tiago (O Guarda Nocturno): Estava a fazer a ronda perto da cúpula que “protegia” o diamante. Ele
alega que quando a luz se apagou, foi logo atacado por trás, levou uma pancada
na cabeça, desmaiou e a sua lanterna caiu. Ele tem a cópia número 2 da chave da
cúpula.
Sérgio (O Electricista de serviço): Estava na sala dos disjuntores no subsolo tentando conter uma fuga de água
que colocava em perigo a instalação eléctrica. Ele tem a cópia número 3 da
chave da cúpula.
Mariana ( a empregada de limpeza do museu ) Estava na dispensa , a arrumar os materiais de
limpeza , que havia antes utilizado . Dei por falta da luz mas continuei as
arrumações com recurso à lanterna do telemóvel . E, já antes de sair e fechar a
dispensa à chave , a luz voltou . Ela não tem a
cópia da chave da cúpula.
Fernando ( o zelador do museu ) Estava no seu gabinete, no piso térreo, a preparar
o horário das tarefas semanais . Deu por falta da luz mas ficou no seu
gabinete aguardando a retoma da energia, que supunha ser breve como o foi . Ele tem a cópia número 4 da chave da cúpula.
Após interrogatório e analisado o local do crime por
10 minutos, o Inspector Alfama prendeu o culpado. Não havia impressões digitais
(por causa das luvas), nenhum sinal de arrombamento e não havia sequer forma de
determinar onde cada um estava na altura do apagão , valendo aqui as declarações
prestadas .
Mesmo assim, o Inspector Alfama soube exactamente quem
mentiu e como o roubo foi feito … !
E você quem acha que tenha sido o culpado ?
Justifique , pormenorizando !
Com uma regularidade quase britânica e uma fidelidade à
prova de algoritmo, a MALI é aquela
presença "silenciosa" mas marcante que dá vida à caixa de comentários. Publica-se
uma nova história, um desabafo ou uma análise, e lá está o rasto do seu ponto
de vista. Os seus comentários são como um aperto de mão no final de cada texto
— um gesto simples que lembra a quem escreve que do outro lado há alguém
atento, a ler e a sentir cada palavra.
Numa internet feita de passagens rápidas e olhares distraídos, ter seguidoras como a MALI é o verdadeiro combustível do “ Momento do Policiário”. Porque um blogue vive das histórias que conta, mas ganha alma com as pessoas que decidem ficar para conversar.
Nesta fechadura , as
linguetas estavam dispostas de maneira que ficariam presas se tentassem
forcá-la com uma gazua .
Só com uma chave especial se podia fazer voltar a lingueta à posição inicial .
Em 1827, os seus fabricantes apresentaram uma fechadura para a mala-posta (
correio ) que, a ser forçada faria soar uma campainha .
O Flagrante na Calada da Noite
| possível SOLUÇÃO + ... |
Se você desafiou alguém ou apenas entender o
que foi "de propósito", aqui estão os principais erros do texto:
Este enigma é muito divertido porque mistura impossibilidades
físicas, jurídicas e lógicas. O objetivo parece ser encontrar todas as
incoerências do texto.
Eis as que identifiquei:
1. Lua cheia... mas sem estrelas ⭐⭐⭐⭐⭐
"A lua cheia iluminava a escuridão
completa daquela noite sem estrelas."
Uma Lua Cheia ilumina bastante o céu, mas não provoca
uma escuridão completa.
Além disso, numa noite limpa com Lua Cheia normalmente
continuam a ver-se muitas estrelas (embora menos do que sem Lua).
2. Prisão antes do crime ⭐⭐⭐⭐⭐
O Sargento afirma:
"Menos mal que apanhámos você antes
mesmo de cometer o crime."
Mas Carlão já tinha:
O crime já estava consumado.
3. O colar escondido dentro da mochila
fechada ⭐⭐⭐⭐
"...largou o colar de diamantes que já
estava escondido dentro da sua mochila fechada."
Se o colar estava:
não poderia simplesmente "largá-lo" no susto.
4. Algemas nos tornozelos ⭐⭐⭐⭐⭐
"...sacou suas algemas e as prendeu nos
tornozelos do bandido..."
As algemas destinam-se aos pulsos.
Existem dispositivos próprios para tornozelos (grilhões),
mas não é o procedimento normal de uma detenção.
5. Lanterna desligada ⭐⭐⭐⭐⭐
"...apontando sua lanterna desligada
para o rosto..."
Uma lanterna desligada não ilumina ninguém.
6. Sirene desligada... mas a tocar ⭐⭐⭐⭐⭐
"...na viatura com a sirene desligada,
embora o som estridente ecoasse..."
Impossível.
7. Flagrante delito ⭐⭐⭐
Dizem:
"Você está preso em flagrante
delito!"
Isto está correto.
Mas logo depois afirmam:
"antes mesmo de cometer o crime."
As duas frases contradizem-se.
8. Réu primário... longos anos atrás das
grades ⭐⭐⭐⭐⭐
O texto termina:
"Carlão passaria longos anos atrás das
grades..."
e logo a seguir:
"...apenas levou uma advertência do juiz
no dia seguinte."
As duas consequências são incompatíveis.
9. Agilidade sem precedentes ⭐⭐
É um exagero literário.
Não é propriamente um erro.
10. Entram silenciosamente... enquanto gritam
⭐⭐⭐⭐
"...fazendo o menor barulho possível
enquanto gritavam..."
Gritar não é fazer o menor barulho possível.
11. "Largou o colar"
Mesmo admitindo que abriu a mochila, o texto diz que ele
ficou assustado e largou o colar.
Se estava escondido, primeiro teria de retirar o colar da
mochila.
A minha lista final
Eu apontaria 10 erros principais:
1.
Lua cheia e escuridão completa.
2.
Noite sem estrelas.
3.
Colar escondido numa mochila fechada mas
"largado".
4.
Crime ainda não cometido.
5.
Algemas nos tornozelos.
6.
Lanterna desligada.
7.
Sirene desligada mas audível.
8.
Entrar em silêncio enquanto gritam.
9.
Réu primário recebe apenas advertência mas
"passará longos anos preso".
10.
Contradição entre flagrante delito e
"antes de cometer o crime".
Há ainda um pormenor curioso
O texto diz:
"Carlão tomou um susto tão
grande..."
Ora, se os polícias já estavam à espreita há duas
horas, e viram o arrombamento, talvez fosse mais prudente aguardarem que
ele saísse da casa para o deter, preservando melhor as provas e reduzindo o
risco de confronto. Não é um erro propriamente dito, mas é um detalhe
operacional que um polícia experiente poderia comentar.
No conjunto, parece-me um excelente enigma para encontrar
contradições propositadas. Eu diria que o autor escondeu cerca de 10
ou 11 erros, e penso que conseguimos identificar praticamente todos.
após : 4. Quatro Janelas
participações (01) | totalistas (00)
Detective Vasofe
4. Quatro Janelas
1.Há
apenas quatro células que não estão junto a uma parece, e três delas não pode
ser ocupadas . Por isso D
deve estar na que resta : linha 2 , coluna 5 .
2.Isto
isola B na última
cadeira restante .
3.Isto
isola E na última
célula ao lado de uma planta .
4.Isto
também coloca C na
coluna 1, em frente a uma das janelas .
5.Isto
isola A no último
canto disponível .
6.Isto
isola C na linha 6,
o que isola V na
Sala de Estar .
7.V
estava sozinho com A
na Sala de Estar.
António é o assassínio !
Aqui a sequência das posições e respectivos bloqueios :
Assassino : António, porque só pode estar só com a vítima, Valéria, na Sala
de Estar e ele está em cima, no canto direito.
Ben e Emmy são dois hóspedes… e tal.
Chelsea está à janela na casa de banho
E António num canto na sala de estar,
Onde está a Valéria para… ele matar!
Credo! Nunca vi crime tão estranho!!!
O assassino é o António.
Neste Murdoku 4. quem assassinou a Valéria foi o António .
D.CAPOTE
De acordo com as regras , o assassino foi
o : ANTÓNIO.
MANDRAKE MÁGICO
António assassinou Valéria na Sala de Estar .
MALI
Aqui estou a responder a mais este desafio: O assassino é o ANTÓNIO.
OS SUPER HERÓIS DO POLICIÁRIO
Quem foi o assassino?
Foi: ANTÓNIO
Oh, António
Se queres matar e não tens par
Chama o António, chama o António
Se escolheres a Valéria
Chama o António, chama o António
Se mataste por alegria
A Valéria, A Valéria,
E queres poucos anos de prisão
Oh, António, confessa o crime, pois então!
Agradeço a todos , o terem participado
neste desafio